sexta-feira, 26 de abril de 2024

É DA MINHA VIDA QUE EU FALO (quero lá saber da vida de outros.)

 É DA MINHA VIDA QUE EU FALO (quero lá saber da vida de outros.)

naquele dia, em Coimbra, tudo nú, à pergunta do militar que me entrevistava, eu respondi: "sim quero cumprir o serviço militar obrigatório, mas por aquilo que já aqui assisti, na falta de respeito, desumanidade para com os mais fracos, quero cumprir no exército porque é o tempo mais curto".
o cabo ainda me perguntou "o que sabe fazer", "você não quer ir para as forças especiais"," ou "curso de milicianos", e eu lá respondi, além de trabalhar na agricultura, passear os livros como estudante, e nas horas vagas praticar artes marciais, acho que apenas sou bom a conduzir viaturas, principalmente tratores agrícolas, bem e a "jogar aos cowboys".
e, assim aconteceu.
uns meses depois saíram as incorporações e lá tive que me apresentar em Elvas, no curso de condutores.
dali, como condutor de serviços militar, a pedido escolhi Faro e uns meses mais tarde, fiz permuta para Lisboa, Ralis.
em Lisboa, enquanto condutor conduzi soldados, cabos, sargentos, oficiais e, em exercícios militares, alguns generais, inclusive (...), alguns deles com participação directa, indireta no movimento que levou ao 25 de abril de 1974.
talvez por ser um "rural interessante", do Norte, e se calhar por não ser uma ovelha amestrada, mas um lobo solitário, depois da primeira saída, a seguir vieram muitos outros pedidos.
quando chegavam pedidos de condutores para fazer serviços a outros serviços, ao EMGFA por exemplo, lá era chamado ao sargento ajudante e lá ouvia a explicação: "vais tu porque eles pediram o homem das terras do demo, o Santos".
e, pronto, inocente ou ingénuo, lá ia vaidoso, e aproveitava a oportunidade de não estar no Ralis a encharcar cervejas e a fumar igual a um sapo (nunca sou fumar).
foram dias entre a elite que nunca esquecerei.
e das muitas predisposições de ajuda no futuro "santos se algum dia precisar de alguma coisa não hesite", "pense continuar na vida militar".
se eu fosse um oportunista, muitas amizades poderiam ter servido para perdurar, para efeitos das tais cunhas... porque só eu e eles sabemos não o que dissemos mas o que fizemos, como iguais, entre iguais (tanto fado, jantares e almoços ali para os lados da Estremadura.
eu sempre quis acreditar que, granjeava respeito, ou consideração, uma daquelas virtudes que os grandes lideres militares admiram: não é só de bajuladores que eles gostam, eles admiram, a força e atitude valoroso.
sim, eu dava-me bem naquele meio, porque eu pensava, eu agia com método, bom senso, por vezes frito e decisivo.
a sérios, eles gostavam...
é, porque quem me conhece desde os bancos de primária sabe, eu sempre tive o meu estilo único, o mesmo estilo actual igual ao do puto com 5, 15, 25, 35, 45, 55, o mesmo e mostrar medo, hui, hui.
além de, não estando convencido, ser sempre do contra!
eu sempre olhei para outros seres humanos como iguais.
não há cá superioridades sociais, nem poderes absolutos definido por castas.
são as nossas características físicas, as acções de caracter e a nosssa individualidade ou responsabilidade é que são diferenciadas uns dos outros.
há quem goste de imitar, de seguir outros, mas é um problema deles, não meu.
e, como alguém bem disse : "todos diferentes, todos iguais"
ok, e este discurso todo, aqui, para quê?
bem, é assim.
eu até gostaria de ter um sistema de organização politico estilo ou DEMOCRACIA/MONARQUICA, mas defendo aquilo que existe, a DEMOCRACIA PURA.
mas o que existe não é isso: EM PORTUGAL NÃO HÁ LIBERDADE.
enquanto eu viver, EU gostaria de terminar os meus dias com a mesma dignidade com que vivo e que os outros me deem a liberdade de eu respeitar os meus antepassados.
e, não se iludam, se teu tiver que fazer o que tiver que ser feito, assim será com todas as consequências que advenham.
sempre assim foi, sempre assim será.
e, meus amigos, eu, nós, no presente, não temos culpa dos erros cometidos por outros, lá no passado.
nós só podemos responder pelas acções no presente.
«Dizei-lhe que, também dos Portugueses, Alguns traidores houve, algumas vezes.» - Lusíadas,- Luis Vaz de Camões.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

é da minha vida que eu falo - janeiro - 2024


 O PUBLICO

«José quer retirar-se,
“mas estão a atrasar as reformas”.
Já tem mais de 55 anos e quer ir para casa, mas não o deixam. José Santos, natural de Moimenta da Beira, agente principal da PSP, cumpre serviço na investigação criminal em Lamego. “Já cumpri 36 anos de serviço e tenho mais de 55 anos e queria retirar-me, mas como não há efectivos suficiente estão a atrasar as reformas.”
Candidatou-se à PSP depois de ver um anúncio na televisão e de o pai, que era militar da GNR, lhe ter perguntado se já não estava na altura de ir trabalhar. “Tinha 23 anos, estava em casa sem fazer nada, já tinha cumprido o serviço militar e acho que as relações públicas da PSP devem ter funcionado muito bem comigo, porque eu, até ali, nunca tinha pensado ser polícia na vida”, conta, acrescentando que, na realidade, já tinha desistido do acesso ao Curso de Sargentos do Exército. Hoje agradece ao pai o ultimato, porque o fez “largar as saias da mãe” e obrigou a “despertar para a vida”.
Depois de um estágio de dois anos em Viseu acabou por ir parar a Lisboa. Foi em 1993, quando ainda existia a Divisão de Segurança do Comando da PSP que se destinava a garantir quer a segurança de instalações sensíveis da área de Lisboa quer a protecção de pessoas, e que depois passou a chamar-se Corpo de Segurança Pessoal. “Dormi duas noites no carro, porque não havia camaratas para todos e houve colegas que dormiram nos bancos do Jardim da Estrela”, recorda, explicando que o problema da falta de habitação para os polícias não é de agora.
“Ao segundo dia parecia um zombie e um colega falou-me de uma senhora que tinha um quarto disponível. Só lá cabia a cama.”
Nesse primeiro Natal, foi colocado a fazer segurança à porta da Embaixada de Espanha às 21h na noite da consoada e uma hora depois era surpreendido por um cachorro.
“Não gostei nada de passar o Natal sozinho com um cão, assim, na rua”, diz.
No primeiro mês em Lisboa já tinha gastado o dinheiro que tinha poupado e disse aos pais que com o que recebia não conseguia suportar as despesas, pelo que ponderava deixar a PSP. Os pais mostraram-lhe um apartamento em Massamá. “Pediram dinheiro a familiares e ajudaram-me a comprá-lo.”
Depois fez um curso de Electrónica Analógica e decidiu fazer serviços remunerados. “Era a única forma de ganhar mais dinheiro. Fiz durante seis meses. Assim que juntei dinheiro, nunca mais fiz, excepto aqueles que temos mesmo de fazer, como é ocaso dos jogos de futebol.”
Um dia deu consigo a ver vídeos da sua filha. “Há coisas que não tinha mesmo presenciado sobre a vida dela. Até aos 15 ou 16 anos da minha filha não presenciei. Dei-me conta disso nos vídeos: que me dediquei à profissão e perdi muitos momentos da minha pequerrucha. E para quê? Por um Governo, um Estado que não me reconhece valor. E eu dei tanto.
As vezes que me vesti de Pai Natal e lhe dei um beijo e me vim embora…”
José Santos não esconde a mágoa que sente quando olha para a folha do salário. “Não compreendo como é que estes jovens, com as oportunidades e a informação que têm, se vêm meter nisto. No meu tempo era uma necessidade. Como não havia mais nada, a PSP ou a GNR eram uma boa oportunidade. Eu recebo líquidos 1500 euros, estou na posição 18 e faltam duas posições para atingir o topo.”»

quarta-feira, 15 de março de 2023

SERVIR A PÁTRIA NÃO É SERVIREM-SE DA PATRIA.

 Sobre a tal insubordinação dos marinheiros:

«Quando respondi ao convite de ser estafeta na Divisão da CP/Metro (estafeta era ser uma especie de carteiro em cima de uma moto), estava longe de ver que as condições oferecidas eram uma "fraude".
Trabalhei um dia, dois e reclamei das condições, do horário e das condições de segurança. Resposta, é policia, cumpre ordens e ponto final. Nesse dia, sai revoltado, a fumegar, nem dormi.
No dia seguinte, entrei pelo gabinete do comandante, lembram-se do Sr. CMDT Muacho, eu lembro e por coisas más, sem delongas, com respeito e atitude, impus as minhas condições para continuar a fazer aquele serviço, caso contrário, entrava de baixa por tempo indeterminado.
O segundo comandante, também sem demonstrar qualquer sensibilidade e puxar a tal questão "é policia e cumpre senão leva processo disciplinar", sentiu o sopro do meu nariz, e, só lhe disse isto: « a partir de amanhã, arranje outro».
Uns minutos depois, tinha ordens para me apresentar na esquadra de origem, Massamá.
Lá eles tiveram que encontrar outro "burro".
Curiosamente, o novo "burro" tornou-se um "cavalo de gala".
Além de uma nova moto, equipamento de segurança, fato e botas, um horário diferente e condições que eu não tive, nem me foram dadas.
Moral da História: deram ao novo agente exatamente as condições que eu exigi para mim.
E, disse-me o colega, que nem pediu nada.
A ser verdade que o navio tinha problemas, estes militares são dignos de ser Louvados pelo Presidente da República porque representam não uns paus mandados (dão uso aos neurónios e não cumprem cegamente todas as ordens de mandantes) mas cumprem a Constituição, defendem o Valor que a Pátria merece.»
Saudações Sindicais!
(estou de regresso)👍

terça-feira, 31 de agosto de 2021

é pá...

«naquele dia, estava um frio de rachar. o auricular deu lugar ao som da coluna externa do pequeno rádio a pilhas que estava pousado na saliência de uma pedra, junto à porta de entrada do prédio da residência particular do presidente.avisado pelo bodygard, o policia assumiu uma posição de segurança, e, estando tudo normal, deu ordem para avançar as viaturas.

naquele instante o radio ficou a tocar a dar musica à noite...
entretanto, os carros param, o body guarda sai, abre a porta e da parte de trás sai o presidente. Do outro lado, sai a primeira dama.
o insolito acontece: o presidente fica especado a olhar para o rádio enquanto ao mesmo tempo o policia atravessa a rua e aproxima-se da porta de entrada da residência, para junto do rádio.
«então a ouvir música?« - pergunta o presidente.
«é para quebrar a monotonia» -responde o policia.
«... mmmmotonia» - diz o presidente e esboçando um sorriso com aquela andar encurvado sobe os degraus entra no hall e vai à vida dele.
o body Gard ainda tenta proferir uma critica, mas conhecendo a personagem, o seu histórico, desiste.
quis o destino que o turno não acabasse às 05h00 e prolongou-se até ás 13h00.
pela 10h00, o presidente sai, e, na rua depara-se com o policia da noite anterior.
dirige-se ao policia e sem dizer antes um bom dia, para aconchegar a conversa, dispara logo: «é pá, já estás aqui outra vez?»
«pois, sabe sr. presidente... não estudei! não dei ouvidos ao meu pai...».
«é pá, anda tomar um café» -ordenou o presidente.
«é pá, desculpe presidente, mas não tomo café.» - respondeu o presidente
«é pá... presidente?» - repetiu o presidente.
«é pá, não é o presidente que te está a convidar. sou eu...»
e lá descemos a rua até ao quiosque onde o presidente comprou os jornais e lá foi tomar o café.
e ali andamos uns minutos, os dois, por vezes uns acenos, uns apertos de mão à vizinhança,
conversou muito com o policia... sempre num tu cá, tu lá...»
um dia conto a história do furto da cadeira.
Nunca votei neste presidente, mas ficou a simpatia da pessoa... das pessoas e do gato.
As melhoras presidente.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

é da minha vida pessoal que eu escrevo...

 Naquele dia ouvimos a comunicação via rádio para a patrulha se deslocar para a estação de Queluz da CP onde uns indivíduos de etnia cigana estavam de banca montada nas plataformas do acesso dos passageiros aos comboios e já haviam ameaçado de morte os funcionários da CP e recusavam-se a abandonar o local.

Naquele dia, ainda era "maçarico" naquele serviço, logo, ainda estava na fase de aprendizagem...
Quando chegamos, de facto havia nas plataformas dezenas de ciganos, principalmente mulheres e crianças e, no chão, em cima de uns cobertores, sacos, malas, sapatos, roupa, relógios, cintos, bijutaria, perfumes... uma autêntica feira.
Abordamos as feirantes e, de forma educada, calma, com a tal urbanidade, firmeza e atitude, pedimos que recolhessem os produtos e abandonassem as plataformas.
Sem surpresas, ouvimos as habituais bocas: «racistas«, «só perseguem a elas porque são ciganos», « não prendeis os ladrões, tendes medo», «havias de morrer magrinho e cheio de doenças»... vocês nem imaginam!...
Contra vontade, ao coro das mulheres e crianças, devagar, devagarinho, lá iam vendendo porque havia pessoas indiferentes àquilo, porque era prática habitual a venda ou dentro da estação ou na rua, coisa que eu desconhecia.
Antes que a paciência acabasse, decidi tomar conta da situação e, como mais antigo que o colega que me acompanhava, deixei de ser delicado, e passei à fase de proferir "ORDENS", legais e legitimas, sob pena de cominação, quer de autuação e apreensão de todo o material.
De forma imprevista e repentina, em questão de segundos, vejo-me e o colega rodeado de mais de 10 machos... velhos e jovens, todos ou quase todos, com barbas preta e branca, alguns bem sujas, os mais velhos de chapéus altos e de forma redondo e cor preta, novidade para mim, mas todos eles vestidos de preto.
Nem imaginam as "ameaças"... proferidas com gestos de degolar, disparar e tudo o mais.
Durante aquele desenrolar, há um infeliz que teve a desfaçatez de achar que me ameaçava ou intimidava dizendo «um dia mato-te» - ao policia! E, como não surtiu efeito mudou de alvo e dirigiu a ameaça de morte à pessoa que se calhar, na cabeça dele, imaginária ou mera verborreia, achava que eu tinha, e tinha...
O que aconteceu a seguir... fica para o livro que um dia escreverei.
Em jeito de conclusão, andei na linha de Sintra até 2001 e encontramo-nos muitas vezes: eu, os ciganos e ciganas.
Bastava sair a porta do comboio que a área ficava limpa de venda...
Não fosse desconfiado, acho que aquelas pessoas passaram a gostava do "Sr. Santos" porque apesar do que aconteceu naquele dia, nunca apreendi qualquer peça ou produto àquelas pessoas.
Mas também nunca houve necessidade!
E, como diz o outro, o "e o racista sou eu?".

quarta-feira, 28 de abril de 2021

é da minha vida que falo...

nos livros que tive o prazer de ler nos últimos dois anos, há três que me marcaram bastante, porque compraram de vez a "desconfiança" do miúdo, sobre aquilo que lia e sobre os feitos dos portugueses, verbalizados por professores, estes livros que vieram desfazer as verdades, mostrando ,afinal, que tudo não é mais que uma grande mentira alimentada.
nos bancos de escola, nos livros há muita mentira e basta a leitura, a saber o titulo dos livros "

PORTUGAL A HISTÓRIA DE UMA NAÇÃO", " DA LUSITANIA A PORTUGAL" e "PORTUGAL A PRIMEIRA NAÇÃO TEMPLÁRIA", para este miúdo sossegar e recuperar.
ontem, hoje, ainda dou voltas na cabeça para tentar entender como numa sociedade com meios de acesso à informação, meios que dão acesso a se aprender como nunca, haja quem se contenta com a mentira proferida por outros, não haja quem se aprofunda nos estudos e conhecimento, mais que não seja para não ser "comido" por tolo e mostre que não é ovelha e tolo.
eu sei, por vezes saber é mau, revolta-nos, desgasta, mas acreditai quem pensa, vocês não tendes que provar nada a ninguém.
a verdade é, sempre será a verdade, só temos que nos conformar e compreender porque há quem viva e conviva com a mentira e quem apenas sobreviva.
hoje, tendo um julgamento e uma comparência marcada, vi ser adiada, novamente, este acto da nossa "JUSTIÇA" mentirosa.
na semanas anteriores temos sido bombardeados com IVOS ROSAS, ministério público para aqui, para ali, com enriquecimento ilicito, Zé Socrates, Novo Banco e até ontem, andaram por aí uns coitadinhos a comemorar a tal mentira a que se chama revolução dos cravos, com discursos que enoja e dá volta ao estômago.
desde os bancos de escola, na catequese que aprendi rápido a saber distinguir a mentira da verdade, desde pequeno tenho o dom de saber de imediato reconhecer uma "besta quadrada", reconhecer uma pessoa boa e uma boa pessoa.
levo quase 30 anos de vida, numa actividade profissional, estranha.
perdi a ingenuidade religiosa quando o padre Sousa Pinto me puxou as orelhas e ele não seguiu os ensinamentos da Jesus Cristo, de perdoar - juro não fiz nada apenas disse que não acreditava que o Céu existisse, na forma que se vê quando se olha para cima o tal céu para onde vamos quando morremos e cá andamos a rezar- e mais tarde quando, apesar de ter média quantitativa para passar de ano, por causa de um desenho pornográfico onde coloquei a verdade, o professor apanhou-me a desenhar, sorrateiramente, desenhei e identifiquei o professor a ter relações sexuais com uma aluna da turma, um professor que me lecionava 2 disciplinas, afinal aquilo era VERDADE, só que desenhada, mas mesmo assim, levei com falta a vermelho, a tal falta disciplinar e chumbei o ano, sem reclamação da minha parte, não fosse isto levado ao conhecimento dos meus pais, e depois ainda levasse mais, mas estranhamente ninguém se preocupou em SABER, com a verdade, o conteúdo do desenho...
assim, se durante uns tempos aprendi que o melhor para a minha sanidade mental era estar calado, não existia JUSTIÇA, até conhecer o meio e as pessoas que me rodeiam, depois, nunca mais me calei, nem calarei... por muita pressão, ameaça e cuspe que saia das bentas de alguns.
assim, amargurado, revoltado, por mais um adiamento desta audiência de julgamento, a tal JUSTIÇA que devia ser "célere" e "verdadeira", hoje vou destilar mais uns ódios de estimação.
nos livros em cima, entenderão o final que vou escrever.
amigos, em Portugal o perigo não reside na "maçonaria", nem nos partidos X ou Y.
o perigo está em algumas pessoas que adoram o PODER, ou por interesse patrimonial ou defeito de valores morais, que compram ordens profissionais, dirigentes públicos e políticos, incluindo militares e forças e serviços de segurança.
e, lendo os tais livros em cima, vão entender a minha afirmação final e o porquê de instintamente nunca ter gostado da profissão ou papel de "advogado" (há pessoas excelentes e moralmente integras) e padres.
os males da nossa história colectiva assenta em dois males não corpóreos, no mal que algumas pessoas fizeram e fazem a outros, em nome de...
os religiosos cristãos e os advogados!
quer uns, quer outros, muitos se venderam, e vendem a alma ou diabo, e tudo por uns tostões e coisa nenhuma.
passem bem...



quarta-feira, 22 de julho de 2020

é da minha vida que escrevo

Nos últimos tempos remeti-me, aqui, a um silêncio, tentando dessa forma refrear a minha espontaneidade ou frontalidade, ou como alguém me diz, esconder toda a minha sinceridade sem maldade, evitando o impulso da emotividade, para não criar ondas, por causa dessa treta do COVID.
Assim, voluntariamente, sem pressões, nem ceder a "sugestões" determinei-me e remeti-me à tal insignificância que alguns pensam mas não tem a tal frontalidade de dizer, aquilo que é meu estatuto social o qual me obriga a ser apenas mais um. Sem canudo de doutor, professor, chefe ou oficial...
Ontem, no entanto, após ter feito um comentário, num perfil de um amigo, que até é advogado de profissão, ao ler a resposta dele, os argumentos que foi buscar, dizendo que, últimos tempos estaria a perder discernimento, não saber ocupar o meu tempo e lugar, ou seja, presunçosamente, tentou fazer crer que eu teria que me colocar, enquanto existir o meu vinculo profissional ao "estado", numa espécie de limbo, de "mudo e calado", escravo ou idiota, despromovido de todos os direitos e garantias que qualquer cidadão deste país (cuidado os emigrantes, pretos ou ciganos, refugiados até têm mais que eu) usufrui.
Até tenho tolerado as ameaças feitas nas redes sociais (não são propriamente ameaças, não me metem medo, nem constrangem a minha auto determinação), até me fazem rir e vou tolerando e até entendo, é que há pessoas com menos habilitações literárias que são muito dogmáticas (dando opinião sem suporte fáctico) e pouco empírica ou cientifica ou factual.
Vamos lá então...
Meus senhores, e minhas senhoras!
Nasci em 1968 em Águeda, numa maternidade, num hospital, de cesariana, portanto não nasci atrás de uma giesta à luz da vela e com a parteira lá da aldeia.
Aos 8 anos por motivos profissionais, mudaram-me para Toitam, Moimenta da Beira, onde cresci, me formei enquanto pessoa, através da via escolar e através da sabedoria e educação familiar.
Desde sempre, trabalhei, ajudando a família, na agricultura, e na imensa atividade agrícola, ao lado de outros trabalhadores nunca mais, nem menos. Trabalhei ao lado, sem estatuto de filho de patrão, sendo sempre dos primeiros a chegar e o ultimo a partir. Naqueles tempos, pegamos ao trabalho às 06h00 e só lá para as 23h00 por vezes parávamos. Estudei na escola primária e secundária de Moimenta da Beira até ao 7 ano, depois, bem depois andei a passear os livros até fazer o 12.
Cumpri serviço militar, antes trabalhei na Câmara Municipal de Moimenta, no programa OTJ, tirei diversos cursos profissionais, trabalhei como servente numa empresa de distribuição de bebidas. Colaborei no Jornal Correio Beirão, fiz um trabalho no programa "ensino a idosos".
Durante 12 anos colaborei como guitarrista, acordeonista, motorista, dançarino na rancho folclórico de Moimenta da Beira e, finalmente, frequentei um dos cursos que me tornou "musico": Curso de Animadores CULTURAIS, na ACERT de Tondela.
Tenho de resumir...
(...) em 1992, frequentei o curso de formação de guardas da PSP, em Santarém e desde então, até hoje, em completa disponibilidade, dedicação orgulhosamente da instituição que honrosamente represento. Ciente que, os dois juramentos que fiz, por Portugal, não pelo governo X ou Y, me vinculam a Valores Morais e Éticos, tenho consciência que até hoje, não tenho telhados de vidro, apesar de, desde 1995, ser membro activo do maior sindicato da PSP: a ASPP.
Até hoje, desde que tenho consciência, nunca deixei que nenhum outro humano me pisasse, me humilhasse, me tentasse fazer o que fazem a outros, portanto, será agora que vou mudar?
Não sei se por efeitos do efeito colateral COVID, se por outras razão, vejo cada vez mais uns artistas, na Sociedade Portuguesa, verbalizando, fazendo, a ESTAR de forma estúpida, no SABER burra, ou ignorante, querendo impor ideologias, medos e ansiedades particulares, a quem não segue a voz do dono.
Sei que ando triste, as ideias destruturadas e muita revolta interior, mas até que fique num cantinho, calado, mudo e só responder às ordens do dono, isso são outros milhões e enganos, meus amigos.
Sou livre, gosto da minha zona de segurança, respeito a vossa, mas, aviso, sem ameaça, não ultrapassem a linha.
Não queiram entrar na minha Liberdade... nem quero aplausos.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

é só da minha VIDA que escrevo...

acordei, bem disposto, porque sonhei...
lembro-me de pequenito, na escola, a dar porrada nos grandes quando os grandes se metiam connosco os pequenitos e frágeis...
lembro-me de me terem partido a cabeça várias vezes na defesa de outros...
lembro-me de entrar em lutas para defender outros e depois ficava sozinho a levar, mas mais a dar...
lembro-me no ciclo, porque nos obrigaram a ir comer à cantina da secundaria, a não admitir e a levar carolos, rispostado a murro e a saltos à Bruce Lee, quando os mautulões, naquelas filas que iam desde a cantina da secundária ao ciclo, vinham a colocavam-se à nossa frente e o sr. Cândido, não dizia nada...
o actual presidente de câmara e outros eram artistas nessa intromissão!
lembro-me de na tropa, nunca ter admitido praxe, nem admito que fizessem a outros... porrada forte e grossa nas entradas do bar de soldados...
lembro-me de na psp, nunca ter tomado partido pela parte mais forte, sempre protegido quem necessitava, fosse branco, preto, grande, pequeno, rico ou pobre, saudável ou ferido, colega ou criminoso...
lembro-me de na cp metro ter pago almoços, matado a fome a muito emigrante ou indocumentado sem bilhete, detidos, com o meu dinheiro...
lembro-me de dar dinheiro a insituiçoes, pedintes, ser associado e pagar cotas em instituições de solidariedade social...
lembro-me de nunca ter permitido que se abusasse moral, verbal, fisicamente, contra qualquer pessoa sob a minha autoridade, detida, nem superiores hierárquicos, lhes tocavam... se o fizeram foi sem eu ver... e quando aconteceu algo mais grave, quem praticou os "abusos" sofreram consequências...
lembro-me...
enfim... lembro-me de tanta coisa porque as vivi, senti e agora vem estes cromos e estas cromas do Partido Socialista, do Livre, do Bloco do "caralho que os foda a todos e todas" denegrir um passado, um presente, que responde pelos meus actos, enquanto pessoa, enquanto profissional, quem quer APAGAR as minhas memórias, a minha personalidade e matar a minha integridade pessoal?
mas quem são estas "cromas", este gentinha que nem merece sequer a PAZ que eu e outros, na medida da nossas capacidades, tanto sacrifico deram a Portugal e aos portugueses, às pessoas de qualquer nacionalidade e credo?
quem são estes jornalistas de "meia tijela", "burros" que devem ter tirado o curso em escolas ou madrastas de "fazer abichanados", "fazer afeminados", "fazer ratinhos..."?
eu lembro-me...
e, deixem-me em PAZ, porque estou cansado...
exigiram, cumpri!
hoje, tenho o direito de exigir os meus direitos pessoais, individuais e intransmissíveis, já que há poucos, com o DEVER ou força para dizer BASTA e proteger, estão calados, que nem "ratinhos" - na Zona de Conforto não vá o António Costa, hoje, ou amanhã outro ministro, estragar a promoção ou a progressão.
BASTA... sou cidadão de Portugal.
Exijo respeito pela dignidade da minha pessoa Humana.



sábado, 28 de dezembro de 2019

é da minha vida que falo - dezembro de 2019


Ontem, tomei umas das mais difíceis decisões que andava a adiar desde há uns tempos: disse basta e determinei-me a deixar a vida activa da actividade sindical - ASPP/PSP e de me envolver em fantasias e deixar de ser peão num jogo de protagonismo estranho, absurdo e surreal.
Recordo, aquele dia do mês de fevereiro de 1993, quando pela primeira vez, naquela sala entrei, uma sala existente num edifico, numa rua de Alcântara, em Lisboa, onde por lá encontrei o subchefe Carreira e o sr. Torres, na altura pensava que também era policia, mas só mais tarde descobri que não...
Passei a visitar aquelas instalações amiudamente e conversava com quem por lá encontrava, dava ideias idiotas, pregava, inclusive para umas personagens que não vou identificar para não criar "erros de interpretação da minha linguística" que entretanto deixaram a ASPP e foram criar outras associações e mais tarde sindicatos.
Naquele tempo, em conversa com alguns daqueles policias que por vezes davam voz e imagem na RTP, na SIC e TVI, eu, um guarda de 2 ª classe, provisório até junho de 1994, cedo logo me apercebi que, naquela ASPP havia por lá muita carolice, muita emoção, demasiada politica à esquerda, mas acima de tudo, muita convicção e pouca noção da verdade e realismo e que eu "estava muito avançado para a época". 

Para mim, já naquele tempo, bastava ler, interpretar a legislação especialmente aplicável à PSP, as leis gerais e fundamentalmente a Constituição da República, para chegar à conclusão, que havia condições para se criar poder criar sindicatos na PSP, mas, inexplicavelmente, parecia que havia policias que não tinham coragem, determinação, para fazer o que tinha de ser feito: criar uma associação sindical, com estatutos, pedir o seu registo no Ministério Público e agir como tal.
Não! Não era bem assim, diziam eles...
E, tiveram razão, levaram a deles avante, até que, através da Revisão Constitucional de 2001, PS, PSD e CDS, com votos contra do PCP, Verdes e Bloco de Esquerda, alteraram o famoso artigo 270º - abriram a porta à até então permitida greve, colocando no texto a proibição do direito à greve a policias e deixei de ter os argumentos que até então eu sabia ser as únicas ferramentas que nos davam esse direito: nós não éramos militares e o artigo 270 era omisso às forças de segurança.
Fiquei fulo!... 
Antes e após isto, senti que alguns policias tinham um tipo de prestar vassalagem e submissão, ao tal PS que aprovou a lei 14/2002 - Regula o exercício da liberdade sindical e os direitos de negociação colectiva e de participação do pessoal da Polícia de Segurança Pública (PSP), a qual, no seu artigo 3º, proíbe, de forma literal, um direito constitucional, individual do cidadão PSP, enquanto trabalhador, em clara violação a princípios constitucionais e leis internacionais. Enfim...
Desde então não foi, não é fácil compreender...
Os anos passaram, desde 1993, reuniões, viagens, manifestações, noites mal dormidas, perdi tempo com a dedicação honesta, voluntarioso e desinteressada, acreditando que, a minha força, a minha irreverencia e intelectualidade, baseada no realismo da força da verdade, conseguiria fazer a tal diferença que notava outros não tinham, quer no passado, quer no presente. 
Obviamente, internamente, desde 1993 que fui criando atrito com policias de mente superior, egocentrista ou narcisistas, bonitos das direcções da ASPP (para uma mente como a minha até aceito ser vencido com factos, mas escutar opinião, convicções) e eis então que, num grupo do WhatApps, me é afirmado " que não ando bem"... acham-me arrogante, convencido, lunático, louco, descompensado, intolerante?!...
Assim e por fim, a bem da minha sanidade mental, a tal ASPP que me sufocava, aquilo invisível que não me libertava, que não me dava a independência e coerência que preciso, por respeito e lealdade institucional e pessoal a quem me levou para a direcção da ASPP/PSP, deixou de fazer sentido e deixou de haver substancia para me deixar acorrentar.
Até novas eleições na ASPP/PSP não me demito do cargo para o qual fui eleito pela lista do Paulo Rodrigues, mas a minha participação activa e passiva, acabou.
Hoje, amanhã, o futuro, pertence-me, é meu, e se o é, é por direito próprio porque não devo nada a alguém. 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

É da minha vida pessoal que falo.


Vou tentar ser curto e claro e directo.
As coisas no seu sítio. 

Enquanto profissional, desde os bancos da Escola Prática de Policia, no polo de Santarém, ouvi expressões futuras, disto e daquilo, se não mudasse de ideias, comportamentos e actos. Nunca mudei uma linha… fiz juramento, recebi carteira profissional e num universo de mais de 900 fiquei nos primeiros 200 e não fossem as provas físicas, factor 3, nos primeiros 10. Atenção, tentativas de ameaça, coação somente pela minha “opinião”, “expressão” e “actos” de não conformação com ordens ilegítimas, ideias erradas e preconceitos ou propósito de pratica de abusos no campo dos direitos, liberdades e garantias de TODOS, em excepção.

Assim, por força do argumento da minha postura, rapidamente entrei no campo associativo e depois sindical.  Pressão, muita. Ameaças, muitas. Ouvi o que não gostei e não respondi, ou respondi, ou fiz o que integralmente nunca faria, não houvesse provocações, e a outra parte não tivesse perdido a razão, também. Mas porque tudo sempre se resumiu ao cumprimento do Principio da Legalidade, da Proporcionalidade e Adequação, e da Necessidade. Isto em Viseu (estágio) e Lisboa.

Em Lamego desde 2001, terra pequena, muita tentativa de tráfico de influência ou abuso de poder, pressão daqui, dali, mas sempre tolerei, adaptei-me, nunca reagi, mas mantive uma linha orientadora de seguir os Valores acima descritos.

Ouvi muito, escrevi muito, em blogs, em jornais, dei entrevistas, no facebook, enfim, tentei e tento levar LIBERDADE À PSP e obter DIREITOS, sem nunca fugir da Lei (tento escrupulosamente seguir o espirito das “leis”) e cumprindo os meus Deveres profissionais.

Aqui chegado, não gostei de:

1-  Ser ameaçado pelo ex presidente Rui Valadares (PS);

2- Não gostei de ser informado que, supostamente, o sr. deputado José Junqueiro, cito “ Ele quer-te fazer a folha!», depois da publicação de uma visita no partido socialista às instalações da PSP sem que os senhores políticos viessem conversar com os dirigente sindicais locais.

3- Não gostei também de ouvir um sr. Procurado Adjunto a apontar-me o dedo e a dizer, à minha frente, “ estou atento”, devido a publicações sobre justiça local e publicações no facebook.

4- De ser informado que, supostamente, uma comitiva constituída por elementos do Partido Socialista de Lamego se dirigiram ao Comandante da PSP de Viseu para, certamente, “me elogiar” e fizeram questão de o divulgar nas mesas e cafés da cidade de Lamego, partindo eles do principio “agora vai ficar calado”.

5- De, recentemente, ler em sms, de ouvir piadas, do género,  “um dia desses vais aparecer numa valeta”.

6- E, pior, a última, um alto membro politico do PSD de Lamego, de se ter deslocado às instalações da PSP de Lamego, conversar com a hierarquia máxima de Lamego, numa caça ao Administrador, Colaborador da página do facebook, A Força da Razão – Lamego, tudo isto, assuntos nada relacionados com a minha actividade, Ética ou Deontologia profissional. Assuntos pessoais, associativos ou cívicos (excluídos do artigo 270º da Constituição da República Portuguesa).

Sinceramente, nunca gostei de ouvir, ver aquilo que “ALGUÉM” tentou fazer-me DEVIDO À LIBERDADE DE PENSAMENTO, DE OPINIÃO E EXPRESSÃO, enquanto cívico ou sindicalista.

Mas isto de gostos é simples para mim. Ignora-se ou não, depende do grau da ameaça ou do gosto!

Contudo, este último episódio, praticado por um membro do PSD local de Lamego, com cargo de titular politico, por assuntos pessoais, por assuntos que nada tem a ver com a minha actividade profissional, de ter sido incomodado com eventuais suspeitas, com tentativa de resposta a perguntas sobre a minha participação ou não em actividades de livre cidadania ou sindical, foi a gota de água que fez transbordar a borda da água, deste CIDADÃO.

Doravante, vou dar nome aos bois.

Se tiver de reagir, reagirei.

Se tiver de agir, agirei, sem perder o foco numa coisa: DIZER A VERDADE, CUMPRIR AS LEIS E SER O PRÓPRIO.

Profissionalmente, respondo pelo resultado de milhares de inquéritos, de milhares de interacções com milhares de pessoas, arguidas, suspeitas, testemunhas, vítimas, e nunca, até hoje, infringi a Ética ou Deontologia para com essas pessoas. Venha a primeira que se mostre ofendida com atendimento, tratamento ou me desinteressei pelo seu assunto.

Enquanto tiver arbítrio da minha cidadania, da liberdade sindical, há-de vir o primeiro ser humano a quem prestarei a vassalagem do beija anel do dedo...  O primeiro.

Pedido de Desculpa? Sempre que reconhecer que errei… mas evito errar, ofender, intencionalmente, se o fiz, ou faço, penitencio-me, peço sinceras desculpas a quem se julgue ofendido.

O futuro a Deus pertence. Mas pela minhas palavras, acções, respondo EU porque  carrego uma cruz demasiado pesada... somente porque, no passado, fiquei em silêncio.

Alguns mortos e vivos pedem-me que lhes faça JUSTIÇA, contando a VERDADE.



sábado, 1 de junho de 2019

é da minha vida que falo... AI O MEU MENINO!

Naquele inicio de noite, entretido com os meus pensamentos, à frente da Embaixada de Espanha, na rua do Salitre, em Lisboa, sozinho e abandonado, uniformizado com a farda da PSP, ao serviço da 2 Esquadra de Segurança a Instalações Diplomáticas, da Divisão de Segurança, fui acordado por uma voz aguda que provinha do cimo da rua, ali em frente ao Centro Jean Monnet. Olhei e vi uma VIP e mais o seu canideo, alias personagem habitual descer aquela rua.
Quem conhece a rua do salitre é uma rua de sentido único que convida a acelerar. Por isso naquele noite, um triste de um condutor ia ter o maior azar da vida dele ao sair daquela rua bem amassado e passado.
Atento, como sempre, adivinhei que algo ia acontecer. E aconteceu!
O caraças do cão fugiu das rédeas da senhora, mete-se à frente do carro que descia a rua, o condutor trava e "pum". Já era um cão.
A senhora entra aos gritos "ai o meu menino", "ai o meu menino", ao mesmo tempo observo que o cão, sai por debaixo do carro e sai na direcção oposta à da dona.
Surgem 4 ou 5 homens que saíram de um café, tasca ou sei lá o que lá havia naquela altura que ao som do ruído do "ai o meu menino", " ele matou o meu menino", à portuga, um deles nem pergunta nada ao condutor. Pela janela, aberta, esmurra-o, uma, duas... sei lá perdi a conta. Ao mesmo tempo tirava o rádio da cintura e pressionava o botão enquanto para o micro e para a rede, dizia "Tejo 80", "Tejo 80", " Envie reforço para a rua do Salitre...", "pancadaria...".
Nos meus cerca de 72 kg, muito bem preparado fisicamente, com menos de 30 anos, fazer um sprint até ao local foi canja.
Contudo, junto à viatura, já o condutor estava no chão, deitado, retirado porque abriram a porta e à porrada teve que ir para o chão, enquanto um deles gritava "não sabias vir devagar", "assassino"... ao mesmo tempo o rádio não se calava "Brioso (...) diga o que se passa" e a velha "ai o meu menino"...
Assim que cheguei perto do Rambo, com o movimento de corrida, rodopiei sobre mim próprio em salto, no ar desferi um pontapé no peito do tipo que foi projecto para aí 2 a 3 metros... a subir! Há outro que coloca a mão no ombro, desferi-lhe um pontapé lateral, projectei-o mais 2 ou 3 que estavam atrás, entrando todos pelo mesmo lugar que haviam saido. Quanto aos demais, pedi-lhe calma e que tivessem moderação porque o menino era um cão e o cão estava do outro lado do passeio...
Como sempre, mais de uma dezena de pessoas, 1 policia, e um caralho de uma voz no rádio que não se calava... não foi difícil serenar os animo. O Rambo depois de saber que o menino era um cão e que havia sido a dona que o tinha deixado fugir, quis logo bater na velhota. O triste, todo partido e com sangue na cara do condutor só me perguntava se podia ir embora - de nada valia dizer-lhe que se quisesse apresentar queixa eu detinha aqueles indivíduos todos-, e o caralho do rádio a "berrar". Desliguei o rádio. Depois de serenar tudo... umas desculpas para aqui, outras para ali, recusar beber umas cervejolas com os voadores dos pontapés, lá regressei ao meu posto, junto à porta da Embaixada.
Uns 15 minutos depois, aparece um CP, o Archote, com o subchefe X e condutor Y, despreocupados, calmos! O que é que se passa?
Um cidadão que se encontrava ao meu lado, era pessoa habitual a conversar comigo, quando ali estava sozinho, 3 horas a guardar uma porta, lá explicou o que tinha acontecido. Nem lhes dirigi a palavras porque só pensava em fazer àqueles dois policias o mesmo que os anteriores haviam feito ao condutor.
Naquele dia aprendi que o Tejo 80... era uma treta.
Que, apesar de estar apenas há uns dias naquela esquadra, os vícios, as atitudes dos meus camaradas, ou me safava sozinho, ou era comido pelos lobos.
Que para sobreviver em Lisboa, com a formação de auto-defesa policial (2 aulas em 6 meses), sem apoio de colegas, teria de ser Eu próprio, teria de SER à minha maneira porque a PSP não me tinha preparado para ser PSP, nem havia apoio de outros.
Depois daquele dia... tudo mudou e nunca mais precisei de ninguém para fazer o que tinha de ser feito.
Se quiserem escrevo data, hora e nomes...

Nota: antes de ser "bófia" pratiquei Taekwond, no Loios em Viseu e aperfeicei técnica batendo num saco de areia, pendurado preso a uma trave num armazém dos meus pais, em Toitam.

terça-feira, 28 de maio de 2019

é da minha vida que falo- maio 2019



O que se passou ontem, em Lisboa, é uma lição de vida... Apesar de viver e estar no Século Vinte e Um continuam as pessoas más a queimar outras pessoas tal qual no tempo da inquisição e santo oficio... não na fogueira, mas na dignidade pessoal. E o Povo, neste caso, profissionais na forma de povo, deslumbra por sangue e lágrimas! O mesmo Povo burro, estúpido, ignorante obviamente que o representante do Papa escreveu na sua visita a Portugal. Vá lá façam o mesmo aqui a este idiota... mas mostrem as trombas... 
Desafio essa cambada de anormais que lançaram uma petição na NET, a fazer o mesmo ou para alguém me "expulsar" daqui... da PSP... de Portugal... da TERRA... enviem-me é para bem longe das vossas atitudes de bestialidade humana.
Apelo ao coração, ao sentimento: quanto de vós, vis acusadores, estiveram minutos a segurar a cabeça de um camarada, colega, perfurada por uma munição, vitima de suicídio? Vá...quantos?
Olhem... estive eu... e todos os dias, horas, minutos... essa memória não sai da cabeça. Mas não paro... nem pararei... 
Sabeis vós o que é sangue humano, de um amigo, de um colega, nas vossas mãos, nas vossas roupas?
Sabeis vós o que é motivar a Vida e gritar para que a Morte não leve o colega que verte sangue pela boca, nariz... e pelos dois orifícios da cabeça.
Sei EU. Sinto EU.
Se o Morais errou ou não, não arrogo a competência humana a julgar, nem a apontar o dedo? Não sinto as percepções dada pelos sentidos do que viu, ouviu, cheirou, tocou...
Não fosse amante da Vida e daquilo que faço, por respeito a esta pessoa, abria o meu diário... 
Um diário que tem nomes, locais, ocorrências... um diário onde a Vergonha tomaria conta de vós - vis crápulas-, escondidos debaixo de um perfil e não só e de pessoas Honradas, Honestas por ter conhecimento do que está lá escrito. Factos. Registos. 
Mais uma vez, ontem, apesar da minha boa disposição, porque ao contrário de muitos de vós eu gosto de confusão, gosto de ser picado, gosto de sentir-me vivo, senti pena de muitos de vós. A vossa inutilidade não sabe CONSTRUIR. Só destruir.
Sois pequenos... muito pequenos.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Estado de Direito sem Direito ao Direito.

Um Despacho de Arquivamento, proferido por um funcionário (um procurador(a) não é mais nem menos que um funcionário, um trabalhador) baseou a sua decisão, entre o que é, ou o que o legislador designa por, "local de trabalho" e o "local de trabalho"!... Confusos? Eu explico... só tenho o 12ª ano de ciências.
Ora, se o "local" for achado como um adjetivo, até se poderá considerar o "local" como uma região, uma localidade, uma ilha, um continente... 
Mas, de acordo com a lei sindical da PSP, o Código do Trabalho, em grosso modo, o "local de trabalho", neste caso o "local" penso ser mais um substantivo, e, como tal, sendo substantivo tem como sinónimo, um "lugar", um "sitio", "serviço", circundado a um espaço, a uma função. 
Ora, a esta decisão evoca, igualmente, um acórdão de 2006, do TCA do Norte, bolas, 2006??????, o qual, no seu douto despacho, o tribunal considera o "local", como "espaço regional".
Ora, por aqui se vê, que o direito, ou o "local", se tiver força de adjetivo até se poderá considerar um local como uma região, uma localidade, uma ilha, um continente... ", o tal "espaço regional", mas e se é um substantivo?!
Aqui chegado, na lei atual, os delegados da PSP, são eleitos por esquadra (unidade orgânica), ou seja por "lugar", "serviço", é substantivo, assim, como leigos se sabemos isto, como podem doutores das leis, achar o "local" como um adjetivo, "região", neste caso, mesmo edifício, concelho, distrito, região...
Sabem uma coisa!
Fui... porque estamos entregues a bichos...Nenhuma descrição de foto disponível.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

as aparências iludem...

Naquele dia, como sempre, de calções curtos, t-shirt, mochila preta às costas, ténis azuis, entrei no banco e dirigi-me ao balcão com um conjunto de olhos fixados no meus perfil.Ah, de boné... vermelho!
Na caixa apresentei-me com a minha caderneta e com olhares discretos mas desconfiados fui encaminhado para um colaborador do banco, uma cara completamente desconhecida.
Na frente dele, o homem, sentado a teclar as teclas do computador, nem respondeu ao meu "boa tarde" e enquanto me olhava de soslaio e virava o visual daquele quarentão quase cinquentão com vestuário à jovem barbudo, meio desconfiado, ora olhava para os papeis, ora para o ecrã do monitor do computador, ora para mim. Ao fim de uns segundos, sentei-me! Fiz-me de convidado. E, pronto ali estivemos os dois, certamente um a dois minutos, em silêncio até que o homem provou afinal que falava... português! «Então o que deseja». «Boa tarde!», repeti. Rapidamente, não sou burro..., apercebi que o meu "look" tinha induzido no pensamento do trabalhador, um juízo diferente, e, então, não tivesse tido aulas de expressão dramática e teatro há muitos anos atrás, entrei no "filme de coitadinho". Assim lá disse ao sr. que tinha ali naquele banco uns trocos e gostaria de saber quando terminava o vencimento da conta, mas antes de explicar mais, face ao desinteresse e esforço do homem em me querer atender, enquanto isso desfazia-se em sorrisos para um cliente dos tribunais conhecido sobre "existência de bens", quem não sabe, são aqueles senhores, podemos ser qualquer um de nós, que é alvo de penhoras, solicitadores, dividias, etc...
Bem entreguei a caderneta ao homem e recostei-me para trás na cadeira tipo à patrão, com a pala da boina virada para trás. Se aquilo era para ser assim, então continuasse a comédia.
O homem a custo, pega na caderneta, digita uns números e... os olhos ficam abertos, suspende a respiração, um rumor vermelho assalta as faces, endireita-se na cadeira, o discurso de arrogante, irónico passa para o harmonioso, lambe botas, e delicado disse " ah! não sabia que era cá nosso cliente... enquanto virava a conta". Entretanto, entra a "gestora de conta" que de sorriso da face a face me faz a vénia de cumprimentar com um aperto de mão, e, lá sussurra algo ao ouvido do homem.
O homem, desfaz-se em mil pedidos de desculpa, não o humilhei nem reagi, indiferente, ouvi aquilo que tinha para ouvir, levantei-me, ele esticou-me a mão para cumprimentar e dei-lhe a minha, saí e continuei. Na semana passada, levantei o dinheiro todo e está noutro banco.
Levo este texto a vocês que o quiserem ler apenas com uma finalidade, porque quem me conhece, sabe o meu método de trabalho, quem me viu crescer sabe como sou e sei estar, por isso sabe quem é o JESUS ou o sr. SANTOS, independentemente de como se veste.
Para esses continuem porque serão sempre merecedores dos meus esforços e respeito, para os outros, cuidado, as aparências iludem! E, saem bastante caras.



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

histórias da minha vida - outubro 2018

«Estava na fase da adolescência, com hormonas sexuais aos saltos, a erecção surgia quando imaginava o que estava por debaixo da roupa, aqueles montes de carne, aquela parte do corpo que todos adoram "mamar" na mãe, mas na época com vontade de fazer outras coisas em outros peitos... quando, num exercício militar, ali para os lados de Benavente, uns indivíduos, superiores, entenderam ir buscar uma prostituta de estrada, trouxeram-na, para perto do acampamento, e, em fila indiana, um a um, os recrutas iam visitando e entrando numa tenda improvisada... depois saiam, com o Dever cumprido. Toda a noite...
Perante o cenário, no seu típico cavalheirismo e educação familiar de respeitar a mulher, não por ser mulher, mas tudo aquilo que a mulher é, geradora de vida, protecção, carinho e prazer, entendeu que aquilo era uma vergonha e fez questão de revoltado, dizer a quem de direito que « aquela merda não era nada! aqueles superiores que autorizaram aquela merda eram uns cobardolas».
Não evitou que um 2 sargento, boina vermelha, preparado para matar, violar e tudo o mais (assim se denominavam uns heróis comando), principalmente aquele energúmeno, de duas patas e com "merda nos miolos", enfim um porco, levanta a gripa a dizer que "fazia isto e aquilo". Contudo, foi logo afastado quando um sr. cabo, conhecendo o lado negro do soldado... é que na cabeça dele já estava em fase de execução um pontapé em salto rotativo aos cornos daquele «porco», que sem saber como ficaria com as trombas tão partidas que a mãe no hospital ia ter dificuldade em o reconhecer...
Adiante! Esse cabo, arrastou o soldado para fora daquele cenário... e sendo amigo do soldado este respeitou-o!
O soldado deitou-se na cabine da Berliet, colocou os auriculares nos ouvidos e revoltado não pregou olho a noite toda.
No dia seguinte contou ao capitão que disseram ter sido o primeiro a «molhar o pincel».
Não compreendeu a «frustração» do soldado e reiterou que não iria fazer nada. E, não fez. Mas, subtilmente, deixou no ar um eventual «acidente»... arrependeu-se de abrir a boca!
Uns dias depois, no patrulhamento a incêndios, naquela zona, o soldado reencontrou a «menina» e o «chulo» no seu lugar habitual naquela recta, na berma da estrada, perto daquele local onde o RALIS tinha feito a «semana de campo» aos recrutas.
Conversou com ela, disse-lhe que seria um orgulho namorar com ela, estava no inicio da vida, aquilo não tinha futuro... mas ela disse que havia ganhado dinheiro e que tinham sido os sargentos e o chulo que haviam planeado aquilo a todos os recrutas, pelotão a pelotão, aqueles que entraram na tenda, e, ai de quem se tivesse recusado e a violar o código de silencio, por mil escudos.
Estando um UMM junto da «menina» os clientes não paravam e o negócio não rendia... aproximou-se o chulo, a conduzir e sentado num carro. Logo que parou e roncou, saiu a voar pela janela (não era obrigatório o cinto de segurança) e foi cumprimentado com caricias na cara, no tronco, nas pernas. Por fim, avisado que se lá voltasse e o soldado o visse por lá, o cumprimento seria mais "emotivo". Ah... e que desse cumprimentos aos seus "amigos ou sócios do ralis".
Passou à disponibilidade uns meses depois... passou muitas vezes naquela estrada, mas nunca mais viu o chulo, nem a "menina". »
Amigos, esta história (qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência) serve apenas para...
RESPEITO! TODA A MULHER MERECE RESPEITO NO CORPO E ALMA, MESMO QUANDO ELA PRÓPRIA NÃO SEJA CAPAZ DE SE RESPEITAR.