«naquele dia, estava um frio de rachar. o auricular deu lugar ao som da coluna externa do pequeno rádio a pilhas que estava pousado na saliência de uma pedra, junto à porta de entrada do prédio da residência particular do presidente.avisado pelo bodygard, o policia assumiu uma posição de segurança, e, estando tudo normal, deu ordem para avançar as viaturas.
naquele instante o radio ficou a tocar a dar musica à noite...
entretanto, os carros param, o body guarda sai, abre a porta e da parte de trás sai o presidente. Do outro lado, sai a primeira dama.
o insolito acontece: o presidente fica especado a olhar para o rádio enquanto ao mesmo tempo o policia atravessa a rua e aproxima-se da porta de entrada da residência, para junto do rádio.
«então a ouvir música?« - pergunta o presidente.
«é para quebrar a monotonia» -responde o policia.
«... mmmmotonia» - diz o presidente e esboçando um sorriso com aquela andar encurvado sobe os degraus entra no hall e vai à vida dele.
o body Gard ainda tenta proferir uma critica, mas conhecendo a personagem, o seu histórico, desiste.
quis o destino que o turno não acabasse às 05h00 e prolongou-se até ás 13h00.
pela 10h00, o presidente sai, e, na rua depara-se com o policia da noite anterior.
dirige-se ao policia e sem dizer antes um bom dia, para aconchegar a conversa, dispara logo: «é pá, já estás aqui outra vez?»
«pois, sabe sr. presidente... não estudei! não dei ouvidos ao meu pai...».
«é pá, anda tomar um café» -ordenou o presidente.
«é pá, desculpe presidente, mas não tomo café.» - respondeu o presidente
«é pá... presidente?» - repetiu o presidente.
«é pá, não é o presidente que te está a convidar. sou eu...»
e lá descemos a rua até ao quiosque onde o presidente comprou os jornais e lá foi tomar o café.
e ali andamos uns minutos, os dois, por vezes uns acenos, uns apertos de mão à vizinhança,
conversou muito com o policia... sempre num tu cá, tu lá...»
um dia conto a história do furto da cadeira.
