quarta-feira, 25 de novembro de 2015

é da minha vida que falo

Para finalizar este capitulo e passar à frente, ontem, conforme as fotos abaixo representativas dos tópicos dos factores de risco a que estamos sujeitos, designadamente, o «assédio moral horizontal» feito por colegas para colegas e «assédio moral vertical», este praticado por superiores hierárquicos, extrapolando, feito por políticos, tem-me servido de consolo, porque auto incluo-me nesse universo de ter sido um alvo de assédio moral horizontal e vertical desde que entrei na Escola Prática de Polícia em Torres Novas, em 1992.
Ao contrário do que me diziam, ainda não rasguei o capote, mas já gastei muitas calças, outras ficaram rotas entre as pernas, caminhei muito, já me verguei e calei muitas vezes, mas nunca quebrei, nem nunca fui silenciado, mesmo quando fui «rotulado» de ladrão (por causa de desvios de dinheiro na aspp ainda nem sequer era associado), acusação feita em formatura por um subchefe, de comunista, acusação feita por um comissário principal (porque reivindicava e questionava as coisas e lá por ele ser oficial não era nenhum Deus), de serrano (porque trocava os «V» pelos «B», por um ex-ministro do MAI, etc. etc.
Ser policia não é para quem «QUER», é para quem «PODE»! Ser sindicalista no inicio não foi fácil...
Ontem, como bem descreve o CM num artigo que não partilhei ainda, ouvi da boca de um colega a descrição que ele fez de uma fase da vida dele em que quase bateu no fundo e desistiu.
Enquanto o ouvia, assolava-me o «flashback» daquele dia de Dezembro de 2013, o dia e o momento em que prestei o socorro impossível ao suicida Chefe Sabença. Flashbacks constantes que faço questão de não dar importância... desde aquele dia, aliás, importância que tento não dar igual a que nunca dei a assediadores morais medrosos e incompetentes que tive a Honra de encontrar ao longo da minha carreira!...
E, terminando, é esta a mensagem que quero deixar e que gostei de ler ontem, adaptando-a:
«É da minha Vida que falo».

sábado, 7 de novembro de 2015

sinto vergonha... muita mesmo...

Ontem, mais uma vez, por não conseguir desligar do serviço acumulado, determinei-me a fazer umas horas pró-bono para o Estado ou PSP. Não foi a primeira vez, possivelmente não será a última, mas enquanto o discernimento mental ajudar, ninguém me poderá de boa fá acusar de ser um "calão" ou " desinteressado", apesar de por vezes ver-me a pensar e a verbalizar «que se lixe isto. isto não é meu».Só que, entre os pensamentos e os actos existe a consciência. A minha consciência...
Assim, ontem, após adiantar os inquéritos, fazendo aquilo que ninguém faz ou parece não haver para substituir ou fazer, já cansado - os olhos aos 47 anos já não ajudam - decidi ler a ordem de serviço interna do CD de Viseu. Quando cheguei a parte das faltas sindicais, fiquei perplexo com a quantidade de dispensas dadas a funcionários policias e não policiais, para actividade sindical.
Aos dirigentes e delegados da ASPP ainda dou o beneficio da dúvida, porque a gente de facto reúne, juntamos-nos, mostramos actividade, mas todos aqueles nomes, funcionários que sabemos bem o que os motiva o sindicato, aquilo que «são», o que «valem» enquanto «sindicalistas», mete (...)!...
Após uns minutos de reflexão, decidir fazer «encerrar o computador», pegar no casaco, na arma pessoal, a minha fiel Glock 26, colocar a mochila nas costas e olhar para o relógio, eram cerca de 02h15... será importante dizer que o meu horário normal, ontem, foi trabalhar das 07h45 às 15h00, mas acabei por sair às 17h30 e regressei às 22h00.
Alguns leitores mais críticos dirão: ninguém te obriga a nada, enganam-se....
A PSP, o Estado, a população, os colegas não querem saber, enganam-se.
Os comandantes deviam estar atentos, enganam-se, não estão.
O Estado devia estar atento, enganam-se, não está interessado.
Assim, apenas a minha consciência Ética e Moral interessa...
Como entrei para a actividade sindical em 1993, já vivi profissionalmente coisas que nunca imaginei nos meus pesadelos, hoje, ontem, hoje, afirmo : não foi para ver isto que lutei, sacrifiquei momentos familiares, bens patrimoniais.
Sempre dei Valor ao sindicalismo porque me senti LIVRE. Adoro a Liberdade.
Chegar ao ponte de isto ao ponto onde chegou e sentir vergonha..
Peço desculpa à minha consciência..
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