terça-feira, 31 de agosto de 2021

é pá...

«naquele dia, estava um frio de rachar. o auricular deu lugar ao som da coluna externa do pequeno rádio a pilhas que estava pousado na saliência de uma pedra, junto à porta de entrada do prédio da residência particular do presidente.avisado pelo bodygard, o policia assumiu uma posição de segurança, e, estando tudo normal, deu ordem para avançar as viaturas.

naquele instante o radio ficou a tocar a dar musica à noite...
entretanto, os carros param, o body guarda sai, abre a porta e da parte de trás sai o presidente. Do outro lado, sai a primeira dama.
o insolito acontece: o presidente fica especado a olhar para o rádio enquanto ao mesmo tempo o policia atravessa a rua e aproxima-se da porta de entrada da residência, para junto do rádio.
«então a ouvir música?« - pergunta o presidente.
«é para quebrar a monotonia» -responde o policia.
«... mmmmotonia» - diz o presidente e esboçando um sorriso com aquela andar encurvado sobe os degraus entra no hall e vai à vida dele.
o body Gard ainda tenta proferir uma critica, mas conhecendo a personagem, o seu histórico, desiste.
quis o destino que o turno não acabasse às 05h00 e prolongou-se até ás 13h00.
pela 10h00, o presidente sai, e, na rua depara-se com o policia da noite anterior.
dirige-se ao policia e sem dizer antes um bom dia, para aconchegar a conversa, dispara logo: «é pá, já estás aqui outra vez?»
«pois, sabe sr. presidente... não estudei! não dei ouvidos ao meu pai...».
«é pá, anda tomar um café» -ordenou o presidente.
«é pá, desculpe presidente, mas não tomo café.» - respondeu o presidente
«é pá... presidente?» - repetiu o presidente.
«é pá, não é o presidente que te está a convidar. sou eu...»
e lá descemos a rua até ao quiosque onde o presidente comprou os jornais e lá foi tomar o café.
e ali andamos uns minutos, os dois, por vezes uns acenos, uns apertos de mão à vizinhança,
conversou muito com o policia... sempre num tu cá, tu lá...»
um dia conto a história do furto da cadeira.
Nunca votei neste presidente, mas ficou a simpatia da pessoa... das pessoas e do gato.
As melhoras presidente.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

é da minha vida pessoal que eu escrevo...

 Naquele dia ouvimos a comunicação via rádio para a patrulha se deslocar para a estação de Queluz da CP onde uns indivíduos de etnia cigana estavam de banca montada nas plataformas do acesso dos passageiros aos comboios e já haviam ameaçado de morte os funcionários da CP e recusavam-se a abandonar o local.

Naquele dia, ainda era "maçarico" naquele serviço, logo, ainda estava na fase de aprendizagem...
Quando chegamos, de facto havia nas plataformas dezenas de ciganos, principalmente mulheres e crianças e, no chão, em cima de uns cobertores, sacos, malas, sapatos, roupa, relógios, cintos, bijutaria, perfumes... uma autêntica feira.
Abordamos as feirantes e, de forma educada, calma, com a tal urbanidade, firmeza e atitude, pedimos que recolhessem os produtos e abandonassem as plataformas.
Sem surpresas, ouvimos as habituais bocas: «racistas«, «só perseguem a elas porque são ciganos», « não prendeis os ladrões, tendes medo», «havias de morrer magrinho e cheio de doenças»... vocês nem imaginam!...
Contra vontade, ao coro das mulheres e crianças, devagar, devagarinho, lá iam vendendo porque havia pessoas indiferentes àquilo, porque era prática habitual a venda ou dentro da estação ou na rua, coisa que eu desconhecia.
Antes que a paciência acabasse, decidi tomar conta da situação e, como mais antigo que o colega que me acompanhava, deixei de ser delicado, e passei à fase de proferir "ORDENS", legais e legitimas, sob pena de cominação, quer de autuação e apreensão de todo o material.
De forma imprevista e repentina, em questão de segundos, vejo-me e o colega rodeado de mais de 10 machos... velhos e jovens, todos ou quase todos, com barbas preta e branca, alguns bem sujas, os mais velhos de chapéus altos e de forma redondo e cor preta, novidade para mim, mas todos eles vestidos de preto.
Nem imaginam as "ameaças"... proferidas com gestos de degolar, disparar e tudo o mais.
Durante aquele desenrolar, há um infeliz que teve a desfaçatez de achar que me ameaçava ou intimidava dizendo «um dia mato-te» - ao policia! E, como não surtiu efeito mudou de alvo e dirigiu a ameaça de morte à pessoa que se calhar, na cabeça dele, imaginária ou mera verborreia, achava que eu tinha, e tinha...
O que aconteceu a seguir... fica para o livro que um dia escreverei.
Em jeito de conclusão, andei na linha de Sintra até 2001 e encontramo-nos muitas vezes: eu, os ciganos e ciganas.
Bastava sair a porta do comboio que a área ficava limpa de venda...
Não fosse desconfiado, acho que aquelas pessoas passaram a gostava do "Sr. Santos" porque apesar do que aconteceu naquele dia, nunca apreendi qualquer peça ou produto àquelas pessoas.
Mas também nunca houve necessidade!
E, como diz o outro, o "e o racista sou eu?".

quarta-feira, 28 de abril de 2021

é da minha vida que falo...

nos livros que tive o prazer de ler nos últimos dois anos, há três que me marcaram bastante, porque compraram de vez a "desconfiança" do miúdo, sobre aquilo que lia e sobre os feitos dos portugueses, verbalizados por professores, estes livros que vieram desfazer as verdades, mostrando ,afinal, que tudo não é mais que uma grande mentira alimentada.
nos bancos de escola, nos livros há muita mentira e basta a leitura, a saber o titulo dos livros "

PORTUGAL A HISTÓRIA DE UMA NAÇÃO", " DA LUSITANIA A PORTUGAL" e "PORTUGAL A PRIMEIRA NAÇÃO TEMPLÁRIA", para este miúdo sossegar e recuperar.
ontem, hoje, ainda dou voltas na cabeça para tentar entender como numa sociedade com meios de acesso à informação, meios que dão acesso a se aprender como nunca, haja quem se contenta com a mentira proferida por outros, não haja quem se aprofunda nos estudos e conhecimento, mais que não seja para não ser "comido" por tolo e mostre que não é ovelha e tolo.
eu sei, por vezes saber é mau, revolta-nos, desgasta, mas acreditai quem pensa, vocês não tendes que provar nada a ninguém.
a verdade é, sempre será a verdade, só temos que nos conformar e compreender porque há quem viva e conviva com a mentira e quem apenas sobreviva.
hoje, tendo um julgamento e uma comparência marcada, vi ser adiada, novamente, este acto da nossa "JUSTIÇA" mentirosa.
na semanas anteriores temos sido bombardeados com IVOS ROSAS, ministério público para aqui, para ali, com enriquecimento ilicito, Zé Socrates, Novo Banco e até ontem, andaram por aí uns coitadinhos a comemorar a tal mentira a que se chama revolução dos cravos, com discursos que enoja e dá volta ao estômago.
desde os bancos de escola, na catequese que aprendi rápido a saber distinguir a mentira da verdade, desde pequeno tenho o dom de saber de imediato reconhecer uma "besta quadrada", reconhecer uma pessoa boa e uma boa pessoa.
levo quase 30 anos de vida, numa actividade profissional, estranha.
perdi a ingenuidade religiosa quando o padre Sousa Pinto me puxou as orelhas e ele não seguiu os ensinamentos da Jesus Cristo, de perdoar - juro não fiz nada apenas disse que não acreditava que o Céu existisse, na forma que se vê quando se olha para cima o tal céu para onde vamos quando morremos e cá andamos a rezar- e mais tarde quando, apesar de ter média quantitativa para passar de ano, por causa de um desenho pornográfico onde coloquei a verdade, o professor apanhou-me a desenhar, sorrateiramente, desenhei e identifiquei o professor a ter relações sexuais com uma aluna da turma, um professor que me lecionava 2 disciplinas, afinal aquilo era VERDADE, só que desenhada, mas mesmo assim, levei com falta a vermelho, a tal falta disciplinar e chumbei o ano, sem reclamação da minha parte, não fosse isto levado ao conhecimento dos meus pais, e depois ainda levasse mais, mas estranhamente ninguém se preocupou em SABER, com a verdade, o conteúdo do desenho...
assim, se durante uns tempos aprendi que o melhor para a minha sanidade mental era estar calado, não existia JUSTIÇA, até conhecer o meio e as pessoas que me rodeiam, depois, nunca mais me calei, nem calarei... por muita pressão, ameaça e cuspe que saia das bentas de alguns.
assim, amargurado, revoltado, por mais um adiamento desta audiência de julgamento, a tal JUSTIÇA que devia ser "célere" e "verdadeira", hoje vou destilar mais uns ódios de estimação.
nos livros em cima, entenderão o final que vou escrever.
amigos, em Portugal o perigo não reside na "maçonaria", nem nos partidos X ou Y.
o perigo está em algumas pessoas que adoram o PODER, ou por interesse patrimonial ou defeito de valores morais, que compram ordens profissionais, dirigentes públicos e políticos, incluindo militares e forças e serviços de segurança.
e, lendo os tais livros em cima, vão entender a minha afirmação final e o porquê de instintamente nunca ter gostado da profissão ou papel de "advogado" (há pessoas excelentes e moralmente integras) e padres.
os males da nossa história colectiva assenta em dois males não corpóreos, no mal que algumas pessoas fizeram e fazem a outros, em nome de...
os religiosos cristãos e os advogados!
quer uns, quer outros, muitos se venderam, e vendem a alma ou diabo, e tudo por uns tostões e coisa nenhuma.
passem bem...