quarta-feira, 22 de julho de 2020

é da minha vida que escrevo

Nos últimos tempos remeti-me, aqui, a um silêncio, tentando dessa forma refrear a minha espontaneidade ou frontalidade, ou como alguém me diz, esconder toda a minha sinceridade sem maldade, evitando o impulso da emotividade, para não criar ondas, por causa dessa treta do COVID.
Assim, voluntariamente, sem pressões, nem ceder a "sugestões" determinei-me e remeti-me à tal insignificância que alguns pensam mas não tem a tal frontalidade de dizer, aquilo que é meu estatuto social o qual me obriga a ser apenas mais um. Sem canudo de doutor, professor, chefe ou oficial...
Ontem, no entanto, após ter feito um comentário, num perfil de um amigo, que até é advogado de profissão, ao ler a resposta dele, os argumentos que foi buscar, dizendo que, últimos tempos estaria a perder discernimento, não saber ocupar o meu tempo e lugar, ou seja, presunçosamente, tentou fazer crer que eu teria que me colocar, enquanto existir o meu vinculo profissional ao "estado", numa espécie de limbo, de "mudo e calado", escravo ou idiota, despromovido de todos os direitos e garantias que qualquer cidadão deste país (cuidado os emigrantes, pretos ou ciganos, refugiados até têm mais que eu) usufrui.
Até tenho tolerado as ameaças feitas nas redes sociais (não são propriamente ameaças, não me metem medo, nem constrangem a minha auto determinação), até me fazem rir e vou tolerando e até entendo, é que há pessoas com menos habilitações literárias que são muito dogmáticas (dando opinião sem suporte fáctico) e pouco empírica ou cientifica ou factual.
Vamos lá então...
Meus senhores, e minhas senhoras!
Nasci em 1968 em Águeda, numa maternidade, num hospital, de cesariana, portanto não nasci atrás de uma giesta à luz da vela e com a parteira lá da aldeia.
Aos 8 anos por motivos profissionais, mudaram-me para Toitam, Moimenta da Beira, onde cresci, me formei enquanto pessoa, através da via escolar e através da sabedoria e educação familiar.
Desde sempre, trabalhei, ajudando a família, na agricultura, e na imensa atividade agrícola, ao lado de outros trabalhadores nunca mais, nem menos. Trabalhei ao lado, sem estatuto de filho de patrão, sendo sempre dos primeiros a chegar e o ultimo a partir. Naqueles tempos, pegamos ao trabalho às 06h00 e só lá para as 23h00 por vezes parávamos. Estudei na escola primária e secundária de Moimenta da Beira até ao 7 ano, depois, bem depois andei a passear os livros até fazer o 12.
Cumpri serviço militar, antes trabalhei na Câmara Municipal de Moimenta, no programa OTJ, tirei diversos cursos profissionais, trabalhei como servente numa empresa de distribuição de bebidas. Colaborei no Jornal Correio Beirão, fiz um trabalho no programa "ensino a idosos".
Durante 12 anos colaborei como guitarrista, acordeonista, motorista, dançarino na rancho folclórico de Moimenta da Beira e, finalmente, frequentei um dos cursos que me tornou "musico": Curso de Animadores CULTURAIS, na ACERT de Tondela.
Tenho de resumir...
(...) em 1992, frequentei o curso de formação de guardas da PSP, em Santarém e desde então, até hoje, em completa disponibilidade, dedicação orgulhosamente da instituição que honrosamente represento. Ciente que, os dois juramentos que fiz, por Portugal, não pelo governo X ou Y, me vinculam a Valores Morais e Éticos, tenho consciência que até hoje, não tenho telhados de vidro, apesar de, desde 1995, ser membro activo do maior sindicato da PSP: a ASPP.
Até hoje, desde que tenho consciência, nunca deixei que nenhum outro humano me pisasse, me humilhasse, me tentasse fazer o que fazem a outros, portanto, será agora que vou mudar?
Não sei se por efeitos do efeito colateral COVID, se por outras razão, vejo cada vez mais uns artistas, na Sociedade Portuguesa, verbalizando, fazendo, a ESTAR de forma estúpida, no SABER burra, ou ignorante, querendo impor ideologias, medos e ansiedades particulares, a quem não segue a voz do dono.
Sei que ando triste, as ideias destruturadas e muita revolta interior, mas até que fique num cantinho, calado, mudo e só responder às ordens do dono, isso são outros milhões e enganos, meus amigos.
Sou livre, gosto da minha zona de segurança, respeito a vossa, mas, aviso, sem ameaça, não ultrapassem a linha.
Não queiram entrar na minha Liberdade... nem quero aplausos.