domingo, 31 de dezembro de 2017

é da minha vida que falo - dezembro 2017

Para quem quiser entender...

Termina o ano de 2017 e nem peço nada para mim para 2018, mas gostaria obviamente de viver em paz, em sossego, com tranquilidade em 2018. E, apenas espero, naturalmente, que me deixem simplesmente fazer aquilo que tão bem sei fazer... o que vai ser difícil porque vou tornar-me num clássico e a idade não ajuda a imunizar contra à "porcaria" que me rodeia e se calhar o Ser Humano vai dizer BASTA ou REPOUSAR.
Até, internamente e profissionalmente, e sindicalmente falando, ao contrario da solidariedade que devia existir, a hierarquia se isolou num proteccionismo, ou corporativismo que não se pode tolerar em pleno Século XXI. É que só existe superior hierárquico quando há subalternos para comandar, liderar (não é mandar), não existe escravatura, nem é olhar uns de forma igual em atitudes e comportamentos e para os subalternos com comportamentos injustos que não impõe o respeito e consideração e leva à descredibilização (bem prega Frei Tomaz, olhai para aquilo que diz e não para o que faz).
Assim, sejamos agentes, chefes ou oficiais, TODOS os profissionais da PSP deviam estar no mesmo patamar de respeito, nos seus direitos fundamentais associados à sua pessoa enquanto cidadão português: à dignidade humana, à presunção de inocência, ao bom nome, à imagem, à liberdade de pensamento e opinião, a poder falar VERDADE sem castigos ou constrangimentos, à igualdade de tratamento.
Voltando ao espírito do texto, se a verdade dói, não é com termos verbais ou escritos na base da "deslealdade" que se veste uma mentira, a descriminação, o desvio do poder ou abuso, que se «castiga» quem naturalmente diz a Verdade ou cumpre as suas funções dentro da legalidade.
E, o ano 2018 vai ser complicadíssimo porque «foi aberta a caixa de pandora»...
Para terminar, fui notificado da decisão de um requerimento por mim elaborado enquanto dirigente sindical, quando há uns anos atrás foi por mim proposto (já o disse na reportagem à TVI e à Ana Leal que propomos, propomos...), através da ASPP, que o MAI legislasse no sentido das infracções disciplinares ser investigadas por uma task force do MAI, com agentes, chefes e oficiais LIVRES e INDEPENDENTES das diversas forças e serviços de segurança. Parece que o PSD, o PS e os deputados não se entendem ou não querem... vá-se lá saber porquê. Em Lamego, e é para esta cidade que existe este blog, aconteceram «n» situações enervantes e injustas. O tempo da disciplina é o seu tempo, o tempo dos tribunais é o tempo que o tempo lhe dá.
No entanto, a presunção de inocência, a Honra, a dignidade da pessoa humana, a seriedade, a honestidade e profissionalismo são valores Morais e Éticos de quem cá trabalha e até PROVA em contrário, ninguém tem o direito de «apontar o dedo», nem desrespeitar ninguém. E, 2018 vai provar que vocês viveram um mentira e esqueceram a verdade. E, o mal causado ficou registado. O dirigente ASPP/PSP - Jesus Santos

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

... manifestação da coordenadora dia 12 de outubro de 2017


Ontem, um colega perguntava-me insistentemente porque não vou a Lisboa no dia 12 de outubro de 2017. Respondi-lhe que não irei por motivos de saúde. O que é meia verdade...

E, por ter adormecido a pensar nisso, só para quem me guarda algum respeito enquanto profissional e sindicalista, dizem que pela integridade que tenho defendido, e defenderei sempre, quer a minha PSP e o a minha ASPP, tenho a dizer-vos publicamente que devereis ir, fazei por ir, mas infelizmente, não eu não POSSO nem DEVO ir. É um PODER por razões de saúde e um Dever por questão de "palavra dada", o que iria contra todos os meus princípios, contra a minha consciência.

A manifestação, esta e as últimas, tem sido dirigidas às entidades erradas! Tem sido feitas fora de oportunidade e pior ainda, só tem mais beneficiado, os que ficam na "zona de conforto" - os senhores oficiais e chefes e dirigentes não policiais. Como sempre, a categoria dos agentes, a mão de obra da PSP, recebe migalhas. E, quando falo em migalhas, não falo em "dinheiro". Falo no Estatuto e no papel que tem dentro da PSP.

Quando observo oficiais da escola superior a convocar reuniões, somente para oficiais e chefes, a liberdade com que se movimentam e a exigência da diferença de subordinação, perguntei-me sobre o que raio andamos (ASPP/PSP) a fazer ao longo destes anos?

Pior ainda, com o meu passado profissional e sindical, é ser ultrapassado pela "esquerda", prejudicado na avaliação de serviço e passando a minha avaliação por várias entidades, nenhuma contrariou a avaliação do primeiro avaliador. Ou seja, a PSP que defendo, os profissionais que defendo, não me defendem, não me protegem, não sabem ser Justos.

Acresce dizer que, para mim, a actividade sindical sempre foi para mim o meu grito de independencia e liberdade e como diz a jornalista Ana Leal "temos cá um feitiozinho", não será agora com 25 anos de policia e 49 de idade que vou mudar.

Interrogar-se-ão, mas o que este idiota quer dizer com este palavreado todo? Colegas, quem quiser ir vai, quer não quiser ir, não vai! Ponto final.

Eu auto-determinei em não ir... por razões pessoais, somente.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

é da minha vida que falo - outubro de 2017

No dia 30 de outubro faço 49 anos.
Em 1991 quando me decidi concorrer à PSP e GNR tinha no pensamento uma ideia, uma perspectiva. Iria fazer as provas, se entrasse entrava, se não entrasse não entrava. Sem stress...
Feitas as provas, entrei para a PSP. No dia 02 de fevereiro de 1992, entrei na EPP de Torres Novas e logo à entrada onde estava um futuro colega, disse-lhe que sabia nadar e tinha carta de motociclos. Fui enviado para Santarém. 
Em Santarém, devido às formaturas, continências e honras logo adivinhei que me tinha enganado na profissão. Nunca gostei de militarismo, de supremacia, nem de prestar vassalagem a ser humanos iguais. Para não cansar, vou resumir...
Nessa época a PSP, o Estado garantiu-me, para toda a vida, tenho isso escrito na brochura que me entregaram, uma percentagem de 25% no tempo de serviço para efeitos de aposentação, assistência médica gratuita para mim e familiares, outras prestações sociais, um conjunto de Direitos, designadamente, promoções, progressões. Já em 1997, 98 um senhor chamado António Costa apesar de quase passar despercebido, fez algumas «asneiras», mas chegados a 2005, um senhor de nome Zé Sócrates, então esse quase acabou com tudo o que tínhamos
de bom. Depois, bem depois veio o Passos e o Paulinho para acabar com o resto.
Estamos em 2017, 25 anos depois, tenho a certeza que fui «burlado» pelo Estado, mas como ainda o crime está em curso, nada posso fazer. 
Pelas regras que me prometeram e criei expectativas, em fevereiro de 2020, faço 36 anos de serviço (com percentagem dos 25%) pelo que assiste-me o direito a requerer a passagem à pré-aposentação, apesar do Zé ter mudado um (ou por um e). Nada disto é um prémio que o Estado me dá. É uma questão de Honra e gratidão pela disponibilidade permanente, pelo não pagamento do trabalho aos fins de semana, aos feriados, por não ter escala rotativa, por não ter higiene e segurança no trabalho, pelo ónus do risco, por tudo o que aos funcionários privados e públicos era remunerado, aos policias era gratuito. Ou seja, o Estado não pagava, mas compensava. Só que não pretende compensar... e isso vai irritar-me. Vou-me zangar.
Como já disse, o Zé Sócrates (desculpe mas as suspeitas sob os milhões fizeram-me perder-lhe o respeito) começou o que outro acabou.
No dia a dia sinto-me exausto (palavras de médicos especialistas) para a actividade policial, mas interrogo-me se esta exaustão não tem nomes, rostos e culpados? Claro que tem... e não sou eu.
E, esse dia de fazer julgamento está ao virar da esquina, e, acreditem, vou exigir o que me é de direito por mérito próprio adquirido em 1992.
Mas o mais grave é se o Governo aprovar o limite da sobrevivência nos 900 € mensais, caros amigos, então, enquanto policia, com os tais 25 anos, só aufiro mais 300 euros desse limite!
E, sou polícia... há 25 anos.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

É da minha e vossa vida que hoje falo - agosto de 2017

Sentado, o amigo aproxima-se e com ar cínico, pergunta-me: «mesmo de férias e andas com a arma? Vocês acham-se os maiores...». Como as consultas de psicologia, psiquiatria até estão a fazer efeito na minha gestão de emoções, nem liguei. Sentado, permaneci. O amigo, senta-se e manda vir dois cafés. "Um"- disse eu! "para mim descafeinado."
Como já não nos víamos há uns bons anos, ali estivemos a falar de "gajas", "futebol" e "carros". A conversa dos homens de "barba rija". Os outros falam de batons, roupas, lingerie, líquidos lubrificantes, das hemorróidas... Mas nós não. Aliás, falta-nos cabelo, mas a barba, apesar de branca ainda é lixa.
O pior da conversa foi o amigo regressar à questão da arma. Lá falou do caso Hernano, da "violação dos direitos dos animais" na Cova da Moura - sim direito dos animais, isso dos direitos humanos pra mim não tem significado porque somos animais. Há tantas sai-se com esta: " os policias deviam andar desarmados". "deviam ser como qualquer pessoa". Ainda lhe disse "se queria ir" ou se "queria que o mandasse ir à". Engoli em seco, a amizade já dura há cerca de 40 anos... é quase meio século.
Para não alongar-me no texto, pedi-lhe para entrar numa história, mas com seriedade e sem ironias nem gracinhas para fugir à resposta: como disse que sim, saiu esta história.

"Imagina que estás num centro comercial, de férias, acompanhado das tuas filhas e mulher. Encontras-me e cumprimentamos-nos, mas tal como hoje, observas que porto a minha arma pessoal, a minha Glock 26, por baixo da roupa. Enquanto, estamos a conversar ouves um estrondo. Observas que eu caio atingido mortalmente na testa. Vês sangue.. na tua roupa. Instintivamente, digo-te que vais ajoelhar-te ou deitar-te  no chão ou ficar estático em pé. Bloqueado. Os tiros começam a ouvir-se, novamente. Olhas para todo o lado visível observas um individuo - para não ferir susceptibilidade hoje vou dizer que é uma maluco - com uma arma semi-automática a disparar à toa ou indiscriminadamente contra tudo o que é pessoa, seja criança, mulher, homem, velho e etc. no corredor e a caminhar na tua direcção. Estou à tua frente, encostado às tuas pernas, morto, com a Glock à mostra, com carregador introduzido e municiado com 12 munições de 9 mm, pronta a ser retirada do aconsego do corpo, pegada e que seja premido o gatinho que disparará para onde for apontada o cano. O individuo aproxima-se de ti, das tuas filhas e mulher... não se vê policia e os que se vêm estão desarmados. O que vais fazer? Vais agir, reagir ou preferes morrer e ver morrer as tuas filhas?"
Resposta, "Nunca peguei numa arma. Nunca dei tiro? Deixas-me ver a tua arma?!..."

NÃO!



segunda-feira, 29 de maio de 2017

é da minha vida que falo - maio 2017

Na quinta feira uma cidadã fez-me uma pergunta simples: «sr. Santos, responda-me, acredita na Justiça?». Enquanto pensava numa resposta sensata para dizer, na brincadeira, respondi-lhe que naquele momento quem fazia perguntas era o policia e à senhora existia o dever de responder a todas as perguntas sobre os factos de quem tenha conhecimento directo.
A inquirição continuou…
«Não! Não acredito na Justiça, mas acredito em algumas pessoas que trabalham na Justiça.»
Surpreendida ou não, a resposta descontextualizada, porque entretanto a inquirição havia terminado e havia dado o tempo suficiente para uma resposta, a senhora sorriu e disse-me:«pensei que não me ia responder!». «Acha!» - respondi. «Não, aquilo que me disseram do sr. é que é frontal, sincero e demasiado honesto...». Esta do demasiado «honesto», deixou-me embebecido, mas adiante. Lá dei os meus argumentos, mas não convenci a srª. Ela não acredita na Justiça, nem as pessoas que trabalham na Justiça… foi claro, tal a amargura das suas palavras, cansadas de várias experiências relacionadas com uma regulação paternal, divórcio, violência doméstica.
Apesar de não acenar com um diploma de doutor, nem engenheiro, nem me arrogar chefe, oficial ou coisa que o valha, considero-me uma pessoa sensata, inteligente, interessada, motivadora, profissional, etc., etc., mas… estou exausto ou cansado!
Cansado de Querer e não Poder, cansado de me sentir impotente porque apesar da Vontade esbarro de frente com falta de meios humanos e materiais, com a pouca vontade da hierarquia política e alguma institucional, com a pouca vontade de alguns colegas que me dizem «o melhor serviço é o que fica por fazer», com a percepção da pouca vontade de colaboração prática de muitas pessoas que «eu não vi nada», «eu não sei nada», outras, «mentem...», «inventam», e, no final, os dias passam, envelheço no corpo, na mentalidade nas reacções emocionais e racionais.
Ontem, fiquei por Lamego,
Por volta das 11h00, até ao fim da tarde, levei com musica e missa emitida por colunas de som colocadas na mata dos remédios… a conduzir a minha viatura deparo-me com um palco, um obstáculo a cortar o arruamento da urbanização onde resido… e quando descia a EN 2 junto à escadaria uma fila interminável de viatura por causa de um problema de circulação de um pesado… cansado, exausto, encontrei um buraco para estacionar e estacionei. Fechei o carro e fui passear mais a mulher.
À noite, peguei no Código Penal e li... peguei em legislação especial e li… e tomei um decisão! Basta. Arrumei os livros, a capa com legislação avulsa e apaguei a luz e deitei-me.

«Não! Se não acredito na Justiça… também não acredito que isto vá dar um resultado prático de punição a alguém». Não, não vou me preocupar, nem valorizar…
Adormeci...

quarta-feira, 15 de março de 2017

é da minha vida que falo – parte II, 2017

As emoções estão ao rubro.
Desde há uns dias para cá que é um reboliço de pensamentos de parvoíces que assolam o pensamento. Os estímulos à volta são muitos. A maioria negativa. Assolam pensamentos para abandonar o barco… deixar de navegar por estes mares e pensar encontrar um porto de abrigo. No outro lado, vejo-me a rir como um palerma, a cair em pensamentos profundos de impotência, silêncios, um misto de sentimentos de frustração, a angústia de “prever” coisas antes destas acontecerem, apesar nunca saber “prever” o quê. Somente aquela desconfiança desconfiada de que algo não está certo… que as peças não encaixam no lugar certo, no puzzle…
Quando batemos de frente com as certezas, sentimos a impotência a dominar, a crescer e só apetece “meter num buraco fundo”, escondidos, sem ouvirmos mais nada nem ninguém. A impotência é tanta, porque não há adversário físico, não à forma de contornar o incontornável, porque essa inevitabilidade é intrínseca às pessoas e não há ninguém contra quem lutar. E, pudemos lutar, só lutamos dentro de nós… a frustração cresce, porque sabemos que “nós” estamos a navegar bem, no sentido certo, mas sabemos que o “vento forte” contraria o quanto sabemos, o quanto somos, o quanto estamos certos.
Enquanto este diferendo interno se gladia dentro de nós, no cérebro, face à realidade social em Portugal, a inevitabilidade surge à frente dos nossos olhos: se os policias são o espelho da sociedade, do que estávamos à espera? Eu respondo: que esse combate interno acabe!
As orientações politicas, os estatutos socioprofissionais os regulamentos disciplinares, a limitação de direitos, só vem provar que estamos certos e errados ao mesmo tempo.
Neste “caldo” social onde a falta de Valores começa a ser saliente, onde a Ética já não é o que nunca foi… aos poucos tudo se estraga.
Nunca teremos uma sociedade justa enquanto não houver LIBERDADE.

quinta-feira, 2 de março de 2017

é da minha vida que falo, 2017

Há uns anos um oficial de polícia disse-me literalmente isto:
«Não se dedique tanto à ASPP! Esqueça… os seus colegas não merecem o seu sacrifício.»
Confesso, naquela altura levei a mal aquele juízo do sr. Oficial, não pelo que disse, mas por ter também a certeza de que ele tinha razão, demonstrava-me, obviamente, com outra intenção, uma certeza que obtive logo ainda nos bancos da EPP em Santarém, em 1992, onde tive a certeza de que seria uma espécie de «cordeiro», entregue aos lobos quando a coisa aquecesse.
Assim, apesar de ir confiando em mim e das coisas terem esquentado e quase rebentado, que apesar de sentir ingratidão e apesar de todos os dias desconfiar do tipo que se olhava ao espelho na casa de banho, o certo é que os anos passaram-se e decorrem e seja lá o que pensam ou deixam de pensar todos os dias quando deito a cabeça no travesseiro durmo com a consciência tranquila. Enquanto sindicalista, enquanto polícia, durmo de consciência tranquila.
O recente «roubo» de armas da DN/PSP, os actos isolados de colegas que foram ou são condenados, os actos concretizados por ainda suspeitos, provam-me que estive sempre certo.
Sempre defendi e defendo os Valores da Integridade, da Isenção, da Imparcialidade e da Objectividade, contra tudo e contra todos, inclusive contra o outro «eu», aquele «eu» que se imaginou a praticar «loucuras» contra as «ameaças» momentâneas e que, ou por covardia ou racionalidade, conseguiu serenar os ânimos mais revoltoso desse «eu» escondido, camuflado que poucos conhecem.
Poucos anos faltam para deixar a presente actividade policial e sindical, mas quero deixar bem claro para todos que apesar da História muita vezes se esquecer de pequenos feitos, actos individuais de anónimos, a PSP de Lamego, a cidade de Lamego, com ou sem gratidão, terá sempre um pouco do trabalho autruista do meu «eu» sempre em pró de todos nós.
E, apesar de todas essas contrariedades, ontem, ouvir uma outra frase, hoje, faz-me sorrir:
«Aquele polícia… com cara de mau, mas muito boa pessoa…».

Gostei! Ilustre…
«se queres paz prepara-te para a guerra».

sábado, 21 de janeiro de 2017

o bombo...

Durante anos toquei primeiro viola no rancho de Moimenta da Beira e no espaço de meia dúzia de dias, semanas aprendi a tocar acordeão, por ouvido, há quem toque por "musica" todas as musicas do reportório do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Moimenta da Beira, grupo onde durante cerca de 12 anos por lá andei.
Quis o destino profissional que não fosse funcionário da Câmara de Moimenta da Beira e decidi-me aventurar na vida militar... aquilo não era vida para mim! Muitas ordens, muitos "bombos" e poucos músicos. Muito ruído, muito barulho, mas nada de musica harmoniosa.
Aventurei-me pela carreira policial...  onde conheci cada artista - conheço muitos!...
Em Santarém... deram-me música! Em Viseu, durante o estágio deram-me a ouvir Fado. Fui para Lisboa... e ali ouvi muitos géneros musicais...
Obviamente, não estou interessado em escrever sobre o bombo, nem músicos, nem musicas.
Ontem, um colega dizia-me coisa parecida com o facto "de eu ser uma espécie de bombo», mas a coisa boa é que eu tinha "consciência disso". 
Durante a noite recordei as palavras de um subcomissário "nunca deixes de ser como és..."
Pois, terminando esta minha divagação matinal, recordo-me dos meus tempos de musico e do bombo. Para quem não sabe, o bombo, é um instrumento que faz barulho...
Só que, numa orquestra, num conjunto musical, num rancho, em qualquer lugar onde se juntem instrumentos musicais e músicos, o bombo ou outro instrumento que o substitua é o único instrumento fundamental e essencial para determinar o compasso ou ritmo de todo um conjunto...
Se tocar baixinho... complica!
Se tocar acelerado, devagar coitado do maestro...
Se parar de tocar... desafino.
Mas se o tocador tocar alto, afinadinho, isso é bom...
O Bombo faz barulho, faz falta e sem ele não haveria Festa ou ouvidos que suportassem os ruidos descompassados ou fora de ritmo/ciclo.
«O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.»