
Lendo com atenção das declarações do Sr. Bastonário uma certeza sai das suas palavras: de facto os sindicatos são os principais responsáveis pela falta de policias nas vias públicas durante a noite, visto que, durante o dia andarem às centenas a cotovelar-se. De facto essas centenas de pessoas deviam trabalhar de dia e à noite, sem repousar, sem descansar, de dia a organizar a gestão, os inquéritos, os processos, as ocorrências, a fiscalização, a formação e a patrulhar, e, à noite, voltavam a vir trabalhar para guardar o sono repousante do Sr. Bastonário e companhia de "donos da verdade absoluta", prendendo pessoas que cometem crimes para, no próximo dia o sistema - diga-se advogados - na legitimidade do direito de defesa do arguido, a tudo fazer para esse criminoso voltar ao trabalho...
Assim sem esses sindicalistas para reclamar por horários justos, sem sindicatos para exigir a reposição da legalidade constitucional do direito ao repouso, sem sindicalistas para exigir direitos, como férias e o direito à família, havia polícias com fartura...
No entanto, gostávamos que o Sr. Primeiro Ministro, a Assembleia da República legislasse no sentido de não ser obrigatório a constituição de defensor em todos os processos crimes, cíveis e administrativos. Dessa forma o Sr. Bastonário perdia o pio. Porque, conhecendo nós o sistema por dentro, tendo o direito moral de apreciar profissionalmente a aptidão de muitos advogados, ou seja aquele "joio" que se distingue do "trigo", oxalá, todos iamos beneficiar com essa medida. Pelo menos a nossa defesa não dependeria deles .
O Sr. Bastonário falou, a ASPP deu uma exemplar resposta através de um dos melhores comunicados produzidos nos últimos tempos e quem mais falou para nos defender, a não ser os sindicalistas?!...




