terça-feira, 1 de outubro de 2019

É da minha vida pessoal que falo.


Vou tentar ser curto e claro e directo.
As coisas no seu sítio. 

Enquanto profissional, desde os bancos da Escola Prática de Policia, no polo de Santarém, ouvi expressões futuras, disto e daquilo, se não mudasse de ideias, comportamentos e actos. Nunca mudei uma linha… fiz juramento, recebi carteira profissional e num universo de mais de 900 fiquei nos primeiros 200 e não fossem as provas físicas, factor 3, nos primeiros 10. Atenção, tentativas de ameaça, coação somente pela minha “opinião”, “expressão” e “actos” de não conformação com ordens ilegítimas, ideias erradas e preconceitos ou propósito de pratica de abusos no campo dos direitos, liberdades e garantias de TODOS, em excepção.

Assim, por força do argumento da minha postura, rapidamente entrei no campo associativo e depois sindical.  Pressão, muita. Ameaças, muitas. Ouvi o que não gostei e não respondi, ou respondi, ou fiz o que integralmente nunca faria, não houvesse provocações, e a outra parte não tivesse perdido a razão, também. Mas porque tudo sempre se resumiu ao cumprimento do Principio da Legalidade, da Proporcionalidade e Adequação, e da Necessidade. Isto em Viseu (estágio) e Lisboa.

Em Lamego desde 2001, terra pequena, muita tentativa de tráfico de influência ou abuso de poder, pressão daqui, dali, mas sempre tolerei, adaptei-me, nunca reagi, mas mantive uma linha orientadora de seguir os Valores acima descritos.

Ouvi muito, escrevi muito, em blogs, em jornais, dei entrevistas, no facebook, enfim, tentei e tento levar LIBERDADE À PSP e obter DIREITOS, sem nunca fugir da Lei (tento escrupulosamente seguir o espirito das “leis”) e cumprindo os meus Deveres profissionais.

Aqui chegado, não gostei de:

1-  Ser ameaçado pelo ex presidente Rui Valadares (PS);

2- Não gostei de ser informado que, supostamente, o sr. deputado José Junqueiro, cito “ Ele quer-te fazer a folha!», depois da publicação de uma visita no partido socialista às instalações da PSP sem que os senhores políticos viessem conversar com os dirigente sindicais locais.

3- Não gostei também de ouvir um sr. Procurado Adjunto a apontar-me o dedo e a dizer, à minha frente, “ estou atento”, devido a publicações sobre justiça local e publicações no facebook.

4- De ser informado que, supostamente, uma comitiva constituída por elementos do Partido Socialista de Lamego se dirigiram ao Comandante da PSP de Viseu para, certamente, “me elogiar” e fizeram questão de o divulgar nas mesas e cafés da cidade de Lamego, partindo eles do principio “agora vai ficar calado”.

5- De, recentemente, ler em sms, de ouvir piadas, do género,  “um dia desses vais aparecer numa valeta”.

6- E, pior, a última, um alto membro politico do PSD de Lamego, de se ter deslocado às instalações da PSP de Lamego, conversar com a hierarquia máxima de Lamego, numa caça ao Administrador, Colaborador da página do facebook, A Força da Razão – Lamego, tudo isto, assuntos nada relacionados com a minha actividade, Ética ou Deontologia profissional. Assuntos pessoais, associativos ou cívicos (excluídos do artigo 270º da Constituição da República Portuguesa).

Sinceramente, nunca gostei de ouvir, ver aquilo que “ALGUÉM” tentou fazer-me DEVIDO À LIBERDADE DE PENSAMENTO, DE OPINIÃO E EXPRESSÃO, enquanto cívico ou sindicalista.

Mas isto de gostos é simples para mim. Ignora-se ou não, depende do grau da ameaça ou do gosto!

Contudo, este último episódio, praticado por um membro do PSD local de Lamego, com cargo de titular politico, por assuntos pessoais, por assuntos que nada tem a ver com a minha actividade profissional, de ter sido incomodado com eventuais suspeitas, com tentativa de resposta a perguntas sobre a minha participação ou não em actividades de livre cidadania ou sindical, foi a gota de água que fez transbordar a borda da água, deste CIDADÃO.

Doravante, vou dar nome aos bois.

Se tiver de reagir, reagirei.

Se tiver de agir, agirei, sem perder o foco numa coisa: DIZER A VERDADE, CUMPRIR AS LEIS E SER O PRÓPRIO.

Profissionalmente, respondo pelo resultado de milhares de inquéritos, de milhares de interacções com milhares de pessoas, arguidas, suspeitas, testemunhas, vítimas, e nunca, até hoje, infringi a Ética ou Deontologia para com essas pessoas. Venha a primeira que se mostre ofendida com atendimento, tratamento ou me desinteressei pelo seu assunto.

Enquanto tiver arbítrio da minha cidadania, da liberdade sindical, há-de vir o primeiro ser humano a quem prestarei a vassalagem do beija anel do dedo...  O primeiro.

Pedido de Desculpa? Sempre que reconhecer que errei… mas evito errar, ofender, intencionalmente, se o fiz, ou faço, penitencio-me, peço sinceras desculpas a quem se julgue ofendido.

O futuro a Deus pertence. Mas pela minhas palavras, acções, respondo EU porque  carrego uma cruz demasiado pesada... somente porque, no passado, fiquei em silêncio.

Alguns mortos e vivos pedem-me que lhes faça JUSTIÇA, contando a VERDADE.