Ontem, mais uma vez, por não conseguir desligar do serviço acumulado, determinei-me a fazer umas horas pró-bono para o Estado ou PSP. Não foi a primeira vez, possivelmente não será a última, mas enquanto o discernimento mental ajudar, ninguém me poderá de boa fá acusar de ser um "calão" ou " desinteressado", apesar de por vezes ver-me a pensar e a verbalizar «que se lixe isto. isto não é meu».Só que, entre os pensamentos e os actos existe a consciência. A minha consciência...
Assim, ontem, após adiantar os inquéritos, fazendo aquilo que ninguém faz ou parece não haver para substituir ou fazer, já cansado - os olhos aos 47 anos já não ajudam - decidi ler a ordem de serviço interna do CD de Viseu. Quando cheguei a parte das faltas sindicais, fiquei perplexo com a quantidade de dispensas dadas a funcionários policias e não policiais, para actividade sindical.
Aos dirigentes e delegados da ASPP ainda dou o beneficio da dúvida, porque a gente de facto reúne, juntamos-nos, mostramos actividade, mas todos aqueles nomes, funcionários que sabemos bem o que os motiva o sindicato, aquilo que «são», o que «valem» enquanto «sindicalistas», mete (...)!...
Após uns minutos de reflexão, decidir fazer «encerrar o computador», pegar no casaco, na arma pessoal, a minha fiel Glock 26, colocar a mochila nas costas e olhar para o relógio, eram cerca de 02h15... será importante dizer que o meu horário normal, ontem, foi trabalhar das 07h45 às 15h00, mas acabei por sair às 17h30 e regressei às 22h00.
Alguns leitores mais críticos dirão: ninguém te obriga a nada, enganam-se....
A PSP, o Estado, a população, os colegas não querem saber, enganam-se.
Os comandantes deviam estar atentos, enganam-se, não estão.
O Estado devia estar atento, enganam-se, não está interessado.
Assim, apenas a minha consciência Ética e Moral interessa...
Como entrei para a actividade sindical em 1993, já vivi profissionalmente coisas que nunca imaginei nos meus pesadelos, hoje, ontem, hoje, afirmo : não foi para ver isto que lutei, sacrifiquei momentos familiares, bens patrimoniais.
Sempre dei Valor ao sindicalismo porque me senti LIVRE. Adoro a Liberdade.
Chegar ao ponte de isto ao ponto onde chegou e sentir vergonha..
Peço desculpa à minha consciência..
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