Por coincidência, eu José Santos, como muitos aqui tem conhecimento, dirigente (por enquanto) da ASPP/PSP e um dos co-responsáveis pelas publicações sob o perfil aspplamego, também ando a ler um livro - instrumentos de sabedoria e informação - sobre a Inquisição e o Santo Oficio em Portugal.
Tal como se lê na interpretação do livro, cujas palavras têm a realidade do autor, a realidade do Séc. XIV e o Séc. XX e XXI, analisada com simplicidade, é uma coincidência com a realidade actual, mas sob outras formas e com outras personagens. Naqueles tempos matava-se a pessoa através da Dor, com algo aproveitado pelos «denunciadores» e «juízes» como «blasfémias, heresias...». Assim, as vitimas, da inquisição e dos seus Juízes, sofreram atrozes sofrimentos e morreram, de preferência para o Povo, «pobre e inculto», queimados.
Quem imaginar aquele cenário e o actual vai constatar que podíamos apenas mudar os nomes das coisas que muitas daquelas coisas não mudaram de nome.
Salazar, inteligente, sabia isso, por isso também ele manteve e quis manter o Povo «pobre, estúpido, inculto e medroso»...
A virtualidade do 25 de Abril, na essência dos autores - Salgueiro Maia e outros- foi trazer a Liberdade ao Povo. Libertar o Povo.
Reduzindo a nossa importância ou microscópico, porque só somos observados por lentes redutoras da nossa importância, devido ao nome do nosso «provincialismo», contudo, e mesmo assim, desde quinta-feira que somos alvos de tentativa de censura, alvo de falta de respeito, por parte de dois ou três «amigos».
Pegando no inicio deste texto, existindo a Inquisição, ou a PIDE, creio que, hoje, apesar de sábado, estaríamos a ser transportados numa carroça - a levar nas trombas - ou até mesmo já estaríamos a arder se essas pessoas tivessem Poder.
Tal como no passado, hoje, devido ao Julgamento, aos interesses pessoais de uns, querem crucificar, querem silenciar quem faz, pensa, diferente.
É, assim, um absurdo que hoje, devido a «blasfémias ou heresias» que aqui publicamos, quase todas visando um Fim, que podem ser contornadas com «Gosto» ou simplesmente ignoradas, quer publicamente, quer através de mensagens privadas, ler palavras escritas, supostamente, por policias, contra policias, mesmo que «estivéssemos errados e tivéssemos escrito estupidez».
Não nos esqueçamos das lições que a História nos dá porque a realidade é igual.

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