terça-feira, 9 de dezembro de 2014

o sindicalista e o seu louvor profissional


Após ter sido punido com um dia de multa, corria o ano de 1996, injustamente num processo disciplinar por causa de um acidente de viação, não digo que não devesse ser punido disciplinarmente, mas com a gravidade de um dia de multa, punição que me enviou na classificação geral da minha escola lá para o fim da lista, tendo sido ultrapassado na antiguidade por quase 800 colegas... disse cá para a mim: nunca aceites "louvores" na PSP e a partir de agora passa a reagir e agir contra todas as injustiças de que sintas vitima e luta pelos teus princípios morais e éticos porque aconteça o que acontecer não vais morrer à fome... se te mandarem embora! Dá luta, não desistas... respeita-os e faz respeitarem-te! 

Com aquela punição, inglória e injusta - face àquilo que observava à minha volta - veio também a raiva de ter sido obrigado a perder a inocência, de ter de deixar de confiar em quem confiava, naqueles ditos superiores, que considerava como uma espécie de "pai", que me protegeriam para o bem e para o mal. Foi a primeira vez que tenho consciência que falhei... que me pus, como se diz, a "jeito", mas se não fosse sindicalista...

Como diz o Povo "só os burros não mudam de opinião", foi num misto de orgulho e humildade, responsabilidade que dei o dito pelo não dito e recebi e aceitei este LOUVOR, publicado em 2010 na Ordem de Serviço, proposto pelo único comandante que reconheci e pelos visto também ele reconheceu algum mérito e valor ao profissional - apesar desse fervoroso sentimento sindicalista - fazendo questão de publicamente o demonstrar através desta formalidade, cujo diploma me foi entregue agora em 2014. 


Bem haja a quem teve a coragem de o propor.  Não deve ter sido fácil.


Mas aqui chegados, perguntarão os colegas ou leitores do motivo desta publicação com 4 anos de atraso: não é fácil ser-se policia e sindicalista. É que às vezes só apetece mandar tudo e todos para o "ca(...)" e dedicar-me à agricultura, terminar o curso de engenharia informática, trabalhar na área da electrónica, tirar umas férias prolongadas, ou dedicar-me ao ócio, à escrita, à politica.

Mas, no fundo, no fundo, eu sou assim, sempre fui assim, por isso sei e reconheço que só preciso de afastar-me por uns tempos de algumas caras, de coisas e lugares, que só de olhar me fazem sentir cada mais mal, para recarregar baterias e ... continuar!


o dirigente nacional da aspp/psp
josé santos.

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