sexta-feira, 11 de maio de 2012

elogie-se a coerência e persistência...

O comandante da PSP de Viseu, Serafim Tavares, criticou hoje o "exagerado número de sindicatos" nesta força de segurança, tendo o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, apelado ao "sentido de responsabilidade" dos sindicalistas. Ao intervir na sessão comemorativa do 133.º aniversário do Comando Distrital da PSP - onde se encontrava o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, e o director nacional da PSP, Oliveira Pereira -, Serafim Tavares considerou "imprescindível que a Lei 14/2001 sofra as adequadas alterações, para que o sindicalismo tenha outra transparência". "Temos um número exagerado de sindicatos. Em média, 50 elementos estão dispensados do serviço todos os dias", criticou, defendendo ser necessário "repensar a actividade sindical" nesta polícia. Na Polícia de Segurança Pública (PSP) existem nove sindicatos, sendo o maioritário a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP). Serafim Tavares contou que "as folgas sindicais que deviam ser utilizadas para esse efeito são amiudadas vezes usadas em períodos do dia nada consentâneos com aqueles propósitos e em alturas de maior necessidade operacional, o que faz levantar, obviamente, críticas veladas a tais comportamentos". "Folgas sindicais usufruídas em circunstâncias não justificáveis revelam falta de camaradagem para com os elementos que, à última da hora, têm que adaptar a sua vida pessoal às necessidades do serviço", acrescentou. Serafim Tavares defendeu também ser necessário "definir a unidade orgânica, pois sem essa medida não é possível estabelecer quotas de representatividade", o que significa que "um dirigente ou delegado se pode representar a si próprio". "O sindicalismo em si não constitui um problema para esta instituição, pelo contrário, se for competentemente exercido", afirmou. Por isso, espera da actividade sindical "um maior espírito de colaboração, de diálogo positivo e de apresentação de propostas que representem novas possibilidades de gestão, sempre ao abrigo do integral cumprimento das normas vigentes". No final da sessão, o ministro Rui Pereira disse aos jornalistas que "o sindicalismo na PSP não é negativo, porque corresponde ao exercício de um direito constitucionalmente consagrado", mas lembrou que "os elementos da PSP são polícias sempre e que a PSP é uma organização hierarquizada". "A Polícia passou por grandes transformações, mas em todas essas transformações é necessário salvaguardar um elemento que é decisivo numa força de segurança, que é a disciplina, a hierarquia", frisou. No entanto, considerou que "nem a disciplina nem a hierarquia são incompatíveis com o exercício de direitos" e, portanto, deve haver "exercício de direitos, incluindo os direitos sindicais, com elevado sentido de responsabilidade e compreendendo a natureza de uma força de segurança como a PSP". José Chaves, dirigente da ASPP em Viseu, admitiu aos jornalistas que "se calhar há sindicatos demais", mas considerou ser "muito complicado defender a alteração da lei", porque está em causa "uma questão de liberdade de associação" e seria "muito redutor estar a impor quotas no associativismo". "Nunca vi que algum serviço tenha sido posto em causa devido ao gozo dos créditos sindicais, bem pelo contrário. Aqui o pessoal tem muito cuidado, a maior parte das pessoas nem sequer goza créditos sindicais", afirmou José Chaves. Contou que tal se deve ao facto de alguns delegados se sentirem constrangidos a gozar os créditos sindicais, apesar de estarem previstos na lei. 11.01.2010 Fonte: Jornal Público. Foto:http://letraseconteudos.blogspot.pt

1 comentário:

A FORÇA DA RAZÃO - BLOG disse...

Não passaram mais que 4 meses e o ambiente já está estragado...